Em Londrina, de janeiro a maio, foram registrados na 10ª Subdivisão Policial (SDP) cerca de 500 queixas de extravios ou perda de documentos, em uma média de 100 por mês. Somado ao número de furtos de documentos – só em maio foram registrados 53 casos do tipo –, a situação preocupa. O próprio delegado-adjunto João Eduardo Carula se mostrou surpreso ao examinar as estatísticas. ‘‘É realmente alto’’, comentou.
A empresária Luciney de Oliveira Souza, 40 anos, sabe o que é ficar sem os documentos. Ontem pela manhã, ela foi à 10ª SDP retificar o furto dos documentos que teria ocorrido na terça-feira. ‘‘Ontem (terça), eu vim registrar o furto e hoje avisar que já haviam encontrado uma parte deles’’, explicou. Segundo ela, que teve a bolsa furtada dentro de um estabelecimento comercial da cidade, a sensação de perder os documentos é terrível. ‘‘Mais do que ficar sem o dinheiro, que era pouco, o que preocupa é o que as pessoas podem fazer com os documentos’’, disse. Os ladrões haviam levado, com a bolsa, todos os documentos pessoais de Luciney, do marido e dos dois filhos do casal.
De acordo com o delegado-adjunto, para evitar a perda de documentos é preciso que as pessoas fiquem mais atentas, evitando carregá-los soltos em bolsos rasos ou inadequados. No caso de furtos de bolsas, por exemplo, a atenção sobre elas também é importante. ‘‘É comum deixarem bolsas em cima de balcões ou bancos em estabelecimentos comerciais, assim como carregá-las displicentemente em ônibus.’’
Segundo Carula, a principal consequência para quem perde os documentos é a possibilidade de ter o nome envolvido em práticas ilícitas. ‘‘Com os documentos, qualquer pessoa pode fazer compras em seu nome. E até mesmo abandoná-los no local de um crime para despistar a polícia’’, explicou. Por isso, o delegado recomenda que, além registrar imediatamente a perda ou furto no órgão policial mais próximo, a pessoa entre também em contato com algum tipo de serviço de proteção de crédito da cidade. (T.E.)

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