Londrina registra mais dois mortes
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sexta-feira, 06 de agosto de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Ricardo Floriano, 28 anos, foi encontrado morto por volta das 18h30 de ontem na Rua Caetano Vicentini, no Jardim Itália (Zona Norte de Londrina). Segundo análise preliminar da Polícia Científica, a vítima teria sido atingida no peito por, pelo menos, dois disparos de arma de fogo. Somando-se esta ocorrência e a morte no hospital de uma pessoa que havia sido ferida a faca, Londrina já computava 102 homicídios desde o início de 2004 até o começo da noite de ontem.
Segundo o perito Luciano Bucharles, do Instituto de Criminalística, Floriano foi baleado em outro local e, mesmo ferido, teria conseguido se locomover com sua moto até a Rua Caetano Vicentini. No local, ele teria caído na calçada e pedido socorro, para morrer em seguida. Os moradores do bairro comentaram que Floriano seria funcionário de uma empresa de plásticos.
Já o segurança Aílton Lopes dos Santos, 34 anos, morreu na madrugada de ontem, na Santa Casa de Londrina, após passar mais de seis meses internado. Ele havia sido esfaqueado na barriga no dia 31 de janeiro, numa briga durante uma prova de velocidade no Autódromo Internacional Ayrton Senna (Zona Norte). Na mesma ocorrência, outras três pessoas ficaram feridas e Saulo Moisés Miranda Ortiz, 19 anos, foi morto com uma facada na altura do coração.
Na época do crime, testemunhas apontaram que o autor das agressões foi Cláudio da Silva, 26 anos, que, a exemplo de Santos, trabalhava como segurança no Autódromo. Poucos dias depois da ocorrência, Silva prestou depoimento à Polícia Civil, confirmou participação na briga, mas disse que não desferiu as facadas.
Ontem, Fernando Bezerra, cunhado de Santos, afirmou que testemunhas informaram à família que, durante a briga, seu parente teria tentado tirar a faca das mãos de Silva e teria sido ferido. O segurança tinha quatro filhos.
Ontem à tarde, o novo delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Márcio Vinícius Amaro, que em janeiro era delegado-operacional responsável pelas investigações de homicídios na cidade, se negou a dar entrevista para a Folha sobre as investigações. ''Me reservo o direito de não dar entrevista'', afirmou.


