Londrina registra mais dois homicídios
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domingo, 08 de fevereiro de 2004
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
Duas pessoas morreram ontem em Londrina vítimas de disparos de arma de fogo. Contabilizando-se outro homicídio registrado na noite de sexta-feira, o fim de semana na cidade computava até o final da tarde de ontem três mortes violentas. Ao todo, 20 pessoas já foram assassinadas em Londrina desde o início do ano.
É um número inferior ao de homicídios registrados na cidade entre 1º de janeiro e 8 de fevereiro do ano passado (25), mas outro dado aponta que a onda de violência está em retomada: nos oito primeiros dias de fevereiro de 2003, aconteceram três assassinatos em Londrina, enquanto em 2004 foram sete mortes violentas entre os dias 1º e 8 do segundo mês do ano.
Segundo informações do sargento Jair Rodrigues, do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), ontem, pouco antes das 7 horas, foi encontrado o corpo de um homem com um tiro na cabeça na Rua Heron Domingues, no Jardim Interlagos (Zona Leste), poucos metros antes da favela do Jardim Marabá. O cadáver foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) e até o final da tarde não tinha sido identificado.
Por volta da 1 hora de ontem, um homem entrou atirando numa lanchonete na Avenida Saul Elkind esquina com Rua Félix Chenso (Zona Norte). Foram atingidos Genivaldo Jerônimo de Oliveira, 18 anos, com três tiros no rosto, Reinaldo Fernandes da Cruz, 24, com dois tiros no peito, e o casal Cleuza Barbalho, 39 (ferida com dois tiros de raspão, um no pescoço e outro no ombro) e Adão Santos de Souza, 38 (ferido com um tiro nas costas).
Oliveira morreu no local. Cruz foi levado para o Hospital Universitário (HU), cujo setor social informou no final da tarde de ontem que o rapaz estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave, sedado e respirando por aparelhos após ter sido submetido à cirurgia. Cleuza e Souza foram atendidos na Santa Casa e liberados em seguida.
O corpo de Genivaldo de Oliveira foi velado na capela do Conjunto Luiz de Sá (Zona Norte). A mãe da vítima, Vani Rodrigues Lopes de Oliveira, 41 anos, disse que o filho não estava estudando nem trabalhando ultimamente. O último emprego em que esteve era num lava-rápido. ''Mas o Genivaldo estava querendo voltar a estudar. Amanhã (hoje), ele até ia fazer matrícula numa escola'', afirmou Vani.
Segundo a mãe, o jovem não tinha envolvimento com drogas nem inimigos. ''Não sei porque fizeram isso'', desabafou. Genivaldo era amigo de infância de José Joaquim Figueiredo, 19 anos, e de Wagner Antônio Pereira Rosa, 20, ambos mortos a tiros no Conjunto Maria Cecília (Zona Norte) no dia 25 de janeiro. ''Como eles eram amigos próximos, talvez o assassino (dos jovens) seja o mesmo (de Genivaldo)'', disse Vani.


