Londrina registra 6.646 casos positivos de dengue, segundo boletim divulgado ontem pela secretaria municipal de Saúde. Conforme a gerente de Epidemiologia da secretaria, Sandra Caldeira, não descarta a possibilidade de o número de casos chegar a 7,3 mil casos, registrados em 2003, quando a cidade passou pela maior epidemia de dengue de sua história. ''Estamos aguardando o encerramento das análises, mas é possível que isso aconteça'', disse. Neste ano o município registrou quatro mortes causadas pela dengue pela doença.
As baixas temperaturas previstas para esta semana não devem interferir nas ações de combate à dengue no município. Além de continuar desenvolvendo mutirões de limpeza e aplicações de fumacê nos bairros, está sendo realizado um trabalho educativo para intensificar as ações nos condomínios e imobiliárias. Sandra afirmou que o objetivo é fazer capacitar funcionários para que seja feita a fiscalização nos imóveis fechados e nos edifícios.
Segundo a gerente de Epidemiologia, estas ações são fundamentais para evitar uma nova epidemia no próximo verão. ''Estamos insistindo para que a população continue fazendo a sua parte. Este é o segredo. A atuação das pessoas agora é fundamental para a redução dos números da dengue nos meses mais quentes do ano'', explicou.
Nas ruas as pessoas se mostraram conscientes da importância de manter o combate à dengue mesmo no inverno. Para Iorque Queiroz, as campanhas devem continuar para que as pessoas não esqueçam sua responsabilidade. ''Não precisa de muita coisa para convencer os londrinenses a cuidarem, basta mostrar os números da dengue na cidade neste ano'', disse.
A auxiliar de chaveiro Helena Barbari disse que em sua casa os cuidados continuam. ''Quem tem medo da dengue mantém o quintal limpo. Não sabemos como será o próximo verão, o município tem que continuar cobrando que as pessoas participem'', afirmou. Já a enfermeira Renata Alves disse que em sua casa não há lugar para a dengue. ''Tenho feito a minha parte, mas acho que a maioria fica com preguiça de fazer a vistoria. No inverno não se fala tanto em dengue como no verão, muita gente acaba esquecendo'', disse.

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