Londrina registra 33 casos este ano
Londrina A Secretaria Municipal de Saúde já confirmou 33 casos de dengue em Londrina somente este ano. No ano passado, a cidade teve 1.550 confirmações, além de mais de oito mil notificações. O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado na semana passada, apresentou um índice de infestação predial de 10%, porém alguns bairros estão com valores próximos a 20%. Índices acima de 4% representam um risco grande de surto da doença.
"Diferentemente de outros anos, agora temos um índice alto de infestação em toda a cidade, o que torna o trabalho mais difícil e aumenta a preocupação", relata a coordenadora de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Diana Martins. Desde o dia 3, 11 veículos aplicam fumacê em todas as regiões da cidade.
Nos 21 municípios da 17ª Regional de Saúde, de agosto de 2014 até agora, período epidemiológico considerado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), já são 236 casos positivos e 4.524 notificações. A maior preocupação é com Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina), que já tem 57 casos confirmados, sendo 35 somente em 2015.
"A incidência já ultrapassou 300 casos por 100 mil habitantes, o que configura epidemia. A situação é dez vezes mais preocupante que a de Londrina", informou o chefe da Divisão em Saúde da Regional, José Carlos Moraes. O Ministério da Saúde (MS) considera incidência baixa quando o índice é menor que 100 casos/100 mil habitantes.
O último boletim divulgado pela Sesa apontou a confirmação de 641 casos de dengue no Paraná desde agosto do ano passado. Deste total, 22 pacientes evoluíram para as formas mais graves da doença. Os municípios de Itaúna do Sul, Paranapoema, São João do Caiuá, São Pedro do Paraná, no Noroeste, e Rio Bom (Centro-norte) apresentam taxa de incidência de casos que as colocam em estado epidêmico. A incidência média no Estado é de 5,47 casos/100 mil habitantes.
O infectologista Jan Walter Stegman explica que existem quatro tipos de dengue e que após ser infectada a pessoas fica durante seis meses imune a todos os tipos da doença. "Ela não vai ter mais dengue do mesmo tipo, mas se for diagnosticada uma segunda vez existe a possibilidade da doença evoluir para as formas mais graves", frisa. (L.F.C.)





