Londrina registra 22 óbitos por síndromes respiratórias em 2026
Quatro últimas mortes (três idosos e um menino de 2 anos) foram confirmadas no boletim semanal da Saúde; cobertura vacinal segue baixa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Quatro últimas mortes (três idosos e um menino de 2 anos) foram confirmadas no boletim semanal da Saúde; cobertura vacinal segue baixa

Londrina registrou 22 óbitos por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2026, sendo três por Influenza, cinco por Vírus Sincicial e 14 sem confirmação de vírus específico. As últimas quatro mortes constam no boletim informativo sobre SÍndrome Gripal e SRAG divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quarta-feira (17).
As quatro novas vítimas são uma mulher de 85 anos, que morreu no Hospital Universitário (HU) após infecção por influenza A e apresentava comorbidades; dois homens de 78 anos, ambos atendidos no HU, com diagnóstico de vírus sincicial respiratório e com comorbidades; e um menino de 2 anos, que morreu no Hospital Infantil de Londrina (HIL), também por VSR e com comorbidades.
Os dados do boletim semanal apontam que os vírus respiratórios com maior circulação na cidade, nos últimos 15 dias, são: Rinovírus, Influenza A e B, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o Adenovírus.
Os dados preliminares apontam que, entre 31 de maio e 6 de junho, foram registradas 49 internações por SRAG, sendo 31 em adultos e 18 em crianças de até 12 anos.
Atendimentos nas unidades
Na última semana, o Pronto Atendimento Infantil (PAI), referência municipal para urgências e emergências pediátricas, contabilizou 2.927 atendimentos. Desse total, 907 estavam relacionados a casos de Síndrome Gripal, o que representa 30,90% dos atendimentos.
Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Sabará e Centro, e os Prontos Atendimentos (PAs) do União da Vitória, Leonor e Maria Cecília, e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência para as síndromes respiratórias, Maria Cecília, Ouro Branco e Bandeirantes, somaram 15.508 atendimentos gerais no mesmo período. Entre eles, 2.542 estiveram relacionados a síndromes gripais, representando 16,39% do total.
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Cobertura vacinal
A cobertura vacinal contra a Influenza segue abaixo da meta de 90% estipulada pelas autoridades de saúde. Os dados atualizados até terça (16) apontam cobertura de 54,38% entre idosos, 107,32% entre gestantes e 32,65% entre crianças. Considerando os três grupos prioritários, a cobertura está em 51,01%.
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, ressaltou que a Secretaria segue acompanhando com muita atenção o cenário das doenças respiratórias em Londrina.
“Nesse momento ainda observamos a circulação de diversos vírus, principalmente influenza e o vírus sincicial respiratório, que têm contribuído para o aumento da procura por atendimento nos serviços. Embora alguns indicadores mostrem uma tendência de redução nas notificações de casos graves em relação às semanas anteriores, ainda registramos internações e óbitos relacionados a síndromes respiratórias, o que exige uma cautela e uma vigilância permanente”, detalhou.

Preocupação com grupos mais vulneráveis
Fabrin acrescentou que a principal preocupação é proteger os grupos mais vulneráveis, como as crianças, idosos, gestantes e as pessoas com comorbidades.
“Reforçamos o chamado para que a população procure a unidade de saúde para atualizar sua vacina contra a Influenza. Ela continua sendo a medida mais eficaz de prevenção de complicações, internações e mortes. Também orientamos que as pessoas com sintomas respiratórios adotem medidas simples, como higienizar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, e evitar ambientes coletivos quando estiverem doentes", explica.
A diretora reforça que Vigilância em Saúde monitora os indicadores e trabalha em conjunto com toda a rede de assistência para garantir uma resposta rápida e adequada à situação.
Onde buscar atendimento
Pacientes com sintomas gripais devem procurar, inicialmente, a Unidade Básica de Saúde de referência mais próxima de casa.
A UBS do Bandeirantes (zona oeste) é referência para atendimentos de adultos relacionados às síndromes respiratórias.
Já as unidades de pronto atendimento (PAs e UPAs) são destinadas aos casos de urgência e emergência e, quando necessário, realizam o encaminhamento para hospitais da rede pública.
O atendimento infantil pode ser realizado nas UBSs, no PAI e também no PA Leonor, que conta com atendimento pediátrico pela Rede Carinho, das 7h à 1h da madrugada, todos os dias da semana.
A Rede Carinho também atende no Hospital Infantil e no Pronto Atendimento Pediátrico do Hospitalar, mediante apresentação da guia de encaminhamento fornecida após avaliação nas unidades da rede municipal.
Ampliação do atendimento pediátrico
Além disso, recentemente a Prefeitura ampliou o atendimento pediátrico em duas UBSs de referência: crianças menores de 12 anos que precisam de atendimento médico, sem sinais de gravidade, podem ser levadas diretamente até a UBSs do Maria Cecília (Rua Eugênio Gayon, 835), na zona norte, ou à UBS do Ouro Branco (Rua Flor dos Alpes, 570), região sul da cidade.
(Com informações do N.Com)


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