Londrina registra 15 acidentes por mês com carroceiros
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Acidentes envolvendo carroceiros, registrados nos últimos dias, chamam a atenção para uma questão ainda pendente em Londrina: a falta de uma lei municipal para as pessoas que trabalham com veículos movidos a tração animal. Na última sexta-feira, na Zona Sul de Londrina, três pessoas de uma mesma família morreram após serem atingidas por uma caminhão que tentava desviar de uma carroça, que trafegava na pista. No domingo, em Curitiba, uma menina de cinco anos morreu atropelada por um ônibus, no Bairro Ahú. Ela e a família estavam em uma carroça.
De acordo com a Companhia de Trânsito de Londrina, por mês são registrados cerca de 15 acidentes envolvendo carroceiros em Londrina. O comandante da Companhia, tenente Ricardo Eguedis, explicou que as carroças são citadas no Código de Trânsito Brasileiro. Segundo ele, as egras para os veículos motorizados e para as carroças são as mesmas, ou seja, o carroceiro precisa andar na mesma mão que os carros e obedecer as sinalizações.
Segundo Eguedis, cada município é responsável pela fiscalização das carroças. ''Não existe uma regulamentação específica em Londrina e isso acaba contribuindo para alguns acidentes. Existe uma diferença também entre o carroceiro que utiliza um animal e aquela pessoa que trafega empurrando um carrinho de papel, por exemplo. Esse último caso não é classificado como um pedestre e necessita obedecer a sinalização do trânsito'', disse. ''O problema é que muitos carrinhos e até mesmo as carroças não possuem nenhuma sinalização.''
O carroceiro Adauto Alves, 50 anos, morador do Jardim Interlagos (Zona Leste), conta que circula pela cidade toda. Ele disse que sofreu um acidente na Avenida Leste-Oeste há dois anos, quando trafegava com sua carroça no período da noite. Por causa disso, ele evita circular pelas ruas quando começa escurecer. ''O motorista de um carro atingiu a traseira da carroça, me machucou e fez um corte no cavalo também. Eu costumo pendurar aqueles triângulos de carro atrás da carroça, mas naquele dia eu não tinha colocado.''
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Álvaro Grotti Júnior, disse que não há nenhuma previsão para discutir uma lei municipal sobre o assunto. Segundo ele, a CMTU aguarda o resultado de um trabalho realizado pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), para o cadastramento dos carroceiros. ''Fomos convidados a participar desse trabalho no sentido de orientar os carroceiros quanto a questão do trânsito.''


