Um rapaz de 25 anos foi assassinado anteontem à noite com quatro tiros na zona norte de Londrina. Leonardo Moreira Leme levou tiros no peito e no braço direito. O corpo foi encontrado na Rua Waldomiro Pistum, Parigot de Souza. De janeiro até agora, foram registrados 47 homicídios, o dobro de vítimas se comparado ao mesmo período do ano passado até a primeira semana de março de 2002, foram 23 mortos. O número corresponde a uma morte a cada 36 horas.
Segundo informações de soldados que acompanharam o trabalho dos legistas do Instituto Médico-Legal (IML), vários moradores se aglomeraram no local onde Leme foi assassinado. Mas nenhum soube dizer como ocorreu o crime ou descrever o autor dos disparos.
Segundo o superintendente da 10 Subdivisão Policial, Francisco de Assis, a vítima tinha vários antecedentes criminais. ''Na ficha dele constam diversas passagens por furto e roubo. Ele também era fugitivo do 3º Distrito Policial'', disse Assis.
Com a morte de Leme, subiu para 13 o número de homicídios registrado na zona norte. A região mais perigosa, no entanto, continua sendo a zona oeste (15 vítimas). Apenas nos primeiros seis dias, o mês de março registrou cinco homicídios.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, concordou que a estatística é preocupante. Ele avaliou que os homicídios explodiram porque aumentou o número de armas de fogo em circulação evidenciado pela quantidade crescente de apreensões. Ele destacou que sua meta é desenhar um plano de prevenção focado na apuração das infrações e das autorias e na conscientização da população para a cidadania, ''que seja capaz de gerar informações aos órgãos de segurança sem qualquer risco para o informante''.
André também garantiu que continuará aplicando com rigor os pedidos de prisões preventivas, principalmente contra os autores de homicídios. Outra medida que terá continuidade são os pedidos coletivos de busca e apreensões e as operações focadas em bairros específicos. Como apontou o delegado e como mostra o quadro, neste ano os crimes contra a vida estão mais diluídos entre as diversas regiões, ainda que a região oeste continue a mais violenta.

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