Para fortalecer as ações preventivas contra a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), responsável por 64 mortes em Londrina somente este ano, e as Infecções Respiratórias Sazonais, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda a volta do uso de máscaras cirúrgicas em unidades de saúde de Londrina em situações específicas. Também preocupada com os vírus respiratórios, a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná) decretou Estado de Alerta em Saúde Pública, instituindo o Plano de Ação Estadual e determinando que as prefeituras elaborem planos de ação para prevenção e controle das doenças a nível municipal. A resolução é válida por 90 dias.

Em Londrina, a orientação da Diretoria de Vigilância em Saúde sobre o uso de máscaras foi repassada, por meio de ofício, às direções de serviços externos, como clínicas e hospitais. Trabalhadores de unidades de atendimento assistencial e de Pronto Atendimentos, adultos e pediátricos, são aconselhados a utilizar máscara se apresentarem sintomas de doença respiratória. A mesma medida vale para os pacientes sintomáticos.

A recomendação para os pais de bebês e lactentes abaixo de seis meses, público que não pode usar máscara, é evitar levá-los em espaços fechados e com grande aglomeração de pessoas. O escopo da SMS (Secretaria de Saúde) é a diminuição de casos das síndromes e infecções.

O objetivo é que os serviços do Município promovam medidas que contribuam com a diminuição de casos. A Saúde destaca que, nas últimas semanas, identificou um aumento médio de 10% no número de atendimentos a casos de Síndrome Gripal nas unidades de urgência municipais, representando 50% dos atendimentos no Pronto Atendimento Infantil (PAI) e 20% nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A secretaria apresentou, na segunda-feira (02), um plano de contingenciamento e enfrentamento à influenza A e ao vírus sincicial respiratório. A secretária do órgão, Vivian Feijó, explicou que as orientações do ofício integram o planejamento, reforçando a importância da etiqueta respiratória orientada. “Se você estiver gripado, use máscara. Se você tossir, evite usar as mãos e lave as mãos com mais frequência”.

Os serviços de saúde também devem instruir sobre a utilização de lenço descartável para higiene nasal, que os pacientes evitem tocar as mucosas de olhos, nariz e boca, e cubram a boca ao tossir ou espirrar. “Nós dizemos o óbvio para o profissional no momento onde a incidência das doenças respiratórias se apresentam”, pontuou.

VACINAÇÃO

O documento também incentiva a imunização dos servidores e cidadãos contra a influenza, considerando a baixa cobertura vacinal de 42,03% no público geral, que inclui crianças, idosos e gestantes.

“Na cidade, 50% dos pacientes que estão positivando para a SRAG são (por conta) da influenza A, que está contemplada na vacina que está nos postos, é de graça, de fácil acesso e reforço, não tem leito para todo mundo, mas tem vacina para todo mundo”, incentivou Vivian Feijó.

A SMS tem promovido a Campanha de Vacinação Contra a Gripe em diferentes pontos de Londrina ao longo da semana, em estratégia para diminuir a circulação do vírus influenza, causador da gripe. Equipes de Saúde têm ido a escolas, casas de repouso e mercados, entre outros locais. “Nós estamos nessa luta hercúlea para ampliarmos o dado da vacinação no ambiente de saúde, bem como na população”, completou Feijó.

MORTES NO PARANÁ

Decretado pelo Governo do Estado nesta sexta, o Estado de Alerta em Saúde Pública determina ações que os municípios devem adotar para enfrentar as doenças respiratórias, como criar novas medidas para reforçar a imunização nos grupos prioritários.

De acordo com os dados da Sesa, desde o início do ano foram confirmados 10.635 casos e 523 óbitos por SRAG hospitalizado no Paraná. Destes, 991 casos e 85 óbitos são de Influenza, sendo que dentre as mortes, apenas nove haviam se vacinado contra a gripe.

O recorte de dados epidemiológicos de 2024 e 2025 da semana epidemiológica nº 18 (que considera dados a partir de 27 de abril) até a semana n° 22 (até 31 de maio), demonstra um aumento de 43,17% de casos hospitalizados (saindo de 3.164 para 4.530) por SRAG no Estado. Dos 399 municípios, 55,6% (222/399) apresentaram casos de SRAG hospitalizado por vírus respiratórios e 6,3% (25/399) já tiveram ocorrência de óbito.

“Estamos com um momento de muita pressão nas vagas de leitos hospitalares, tanto de enfermaria quanto também de UTIs em todo o Estado, e com essa resolução de alerta instituímos o plano de ação para enfrentamento dessa síndrome respiratória aguda grave neste momento”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A Sesa iniciou o processo de aquisição de 100 mil testes rápidos do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) para detecção de Influenza A, B e Covid-19. O material terá um investimento de R$ 800 mil do Tesouro do Estado e será distribuído para os municípios com destinação para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Atendimento (PA) de hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O diagnóstico precoce possibilita um manejo clínico mais eficiente da doença. “Usar esse teste rápido do IBMP, que detecta influenza A, influenza B e também Covid, possibilita o profissional de saúde entrar antecipadamente com o esquema terapêutico com medicação do oseltamivir (tamiflu), auxiliando na recuperação dos pacientes”, acrescentou o secretário.

(Com Agência Estadual de Notícias)

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