Londrina recebe hoje kit para teste de dengue
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quarta-feira, 05 de fevereiro de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
A partir de segunda-feira, o Hospital Universitário (HU) de Londrina começará a fazer os exames de sorologia da dengue. Até agora, os exames são encaminhados ao Laboratório Central do Estado (Lacen), em Curitiba, e os resultados demoram cerca de 10 dias para retornar à cidade. A biomédica do HU Helena Kaminami Morimoto destacou que no hospital cada resultado deve demorar entre um e três dias para ficar pronto, trazendo mais agilidade. Ela informou, ainda, que hoje devem chegar do Lacen os kits com material para os testes.
Para tentar controlar a epidemia de dengue na zona leste da cidade, que apresentava 92 dos 96 casos da doença registrados neste ano até o dia 3 de fevereiro, uma equipe da Secretaria de Saúde começou ontem um trabalho no jardim Monte Cristo, um dos bairros mais afetados pela doença. As 487 famílias do jardim estão recebendo a visita de agentes do controle da dengue. Eles aconselham a população a limpar os quintais, eliminado os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença. Os moradores recebem também sacos de lixo para recolher o material e são orientados a colocá-los do lado de fora da casa. Amanhã e na sexta-feira, três caminhões da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) passarão recolhendo o lixo no local.
Rosemeire Mendes Amaral era uma das agentes que visitava as casas. Ela informou que muitos focos da larva do Aedes aegypti estão sendo encontrados. Ela e outra agente visitaram, na manhã de ontem, 16 casas para fazer o Levantamento de Índice (LIA) e cinco apresentaram foco do mosquito. Um dos grandes problemas do local é que moram ali muitos catadores de lixo reciclável e esse material fica guardado nos quintais, acumulando água.
A desinformação também é outro agravante. Na casa de Juliano de Almeida foi encontrado um foco da larva do mosquito. Ele disse que já tinha observado uns ''bichinhos'' na água questionou: ''Mas a dengue não é um pernilongo?''. Na casa de Claudete Maria de Lima, que teve dengue este ano, o problema é o acúmulo de lixo reciclável. ''Cato papel, este é nosso serviço'', justificou. Ela mora com o marido e mais quatro filhos e destacou que virou todas as vasilhas e garrafas para baixo.
Ainda nesta semana as casas do Jardim Santa Fé receberão a visita dos agentes. Na semana que vem, será a vez dos moradores do Marabá terem as orientações de combate ao Aedes aegypti. O supervisor do setor de endemias, Luiz Alfredo Gonçalves, afirmou que se houver necessidade outros bairros serão visitados.


