Quem ainda ainda não teve tempo de se imunizar pode aproveitar este sábado (12) da campanha do Dia D de vacinação contra a gripe. As UBS (Unidades Básicas de Saúde) da área urbana da cidade estarão abertas das 9h às 17h para atender o grupo prioritário. Até agora, somente 32% do público-alvo de Londrina recebeu a dose.

A campanha, que começou no dia 23 de abril e vai até o dia 1º de junho, tem a meta de imunizar 160 mil londrinenses, mas apenas 51 mil receberam a dose até agora. Segundo a coordenadora de Imunizações da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, o Dia D tem papel importante neste dado. "A intenção é dar oportunidade àqueles que não têm tempo de irem aos postos durante a semana, principalmente as crianças, que é o grupo com menor taxa de imunização e que dependem do tempo dos pais", afirma.

Até o último levantamento, as crianças tinham a menor taxa de cobertura (17%), seguido das puérperas (23%), gestantes (24%) e professores (28%). Os idosos são os que mais procuraram a imunização, somando 47%. Além de viabilizar a busca pela vacina, as equipe de saúde aproveitam a campanha para imunizar os acamados. "Durante a semana é difícil conciliar todo o atendimento com a vacinação. Essa estratégia de atender os acamados neste dia é bastante importante", defende Fernandes.

Alguns postos de saúde da cidade amanheceram com baixa procura pela manhã. A UBS do Jardim Leonor (zona oeste) conseguiu atender os interessados sem grande movimentação até o horário do almoço. Já no Jardim Guanabara (zona sul), a unidade abriu com fila de espera, mas como o atendimento é exclusivo para a campanha, o serviço se normalizou poucas horas depois do seu início.

Imagem ilustrativa da imagem Londrina recebe Dia D de vacinação contra a gripe



Kelly Micheletti Cerqueira, 32, aproveitou o dia de folga para levar o filho Miguel Micheletti Cerqueira, de 1 ano e 7 meses, para tomar a dose na UBS do Jardim Guanabara (zona sul). "Ficamos sabendo que ia ter campanha hoje e que não teria só a vacina da gripe, então vamos aproveitar para tomar as outras também", afirma. Segundo ela, levar os filhos é questão de responsabilidade. "A vacina é obrigatória, não existe opção. O pai e a mãe têm que ter conscientização para proteger o filho da doença", argumenta.

O aposentado José Maria Passutti, 63, aguardava ser chamado pela primeira vez após entrar na faixa do grupo prioritário. "É a primeira vez que eu venho e acredito que é uma forma de evitar que se pegue uma gripe mais forte", defende. Já Maria Emília Costa, 76, acabou deixando passar a dose de 2017 e quis garantir a prevenção deste ano. "Ano passado eu não tomei e a cada frio que fazia eu ficava preocupada. Esse ano resolvi tomar para ficar mais tranquila", conta.

José Maria Passutti aproveitou a campanha para tomar sua primeira dose da vacina
José Maria Passutti aproveitou a campanha para tomar sua primeira dose da vacina



Na última semana, Londrina confirmou a primeira morte por gripe do ano. Em 2017, no mesmo período, a cidade teve três óbitos. A coordenadora explica que a temperatura mais alta contribui para a menor disseminação do vírus, mas que todos devem ficar atentos com a chegada do frio. "Precisamos ter cuidado com outras medidas preventivas, como lavagem das mãos, uso de lenços descartáveis ao tossir e espirrar", ensina.

Tem direito à vacina pelo sistema público de saúde as pessoas com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, gestantes, mulheres em até 45 dias depois do parto (puérperas), profissionais de saúde, indígenas, portadores de doenças crônicas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e professores das instituições públicas e privadas.

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