Londrina recebe a sua primeira unidade de Castramóvel
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domingo, 16 de junho de 2019
Vitor Ogawa - Grupo Folha 
Depois de mais de dois anos de espera Londrina recebeu a sua primeira unidade do Castramóvel, apelido dado ao trailer equipado para oferecer o serviço de castração cirúrgica para o controle de natalidade de animais domiciliados e semi-domiciliados (de rua, mas que possuem responsáveis). A unidade chegou ao município na sexta-feira e foi posicionada em frente da Secretaria Municipal de Saúde. Em mensagem publicada em nas redes sociais, o prefeito Marcelo Belinati afirmou que “a equipe da prefeitura está preparando o furgão que vai rebocar essa unidade e está fazendo os trâmites para contratação das clínicas que realizarão as consultas e cirurgias”.
Segundo a vereadora Daniele Ziober, o motor do furgão foi trocado recentemente e o veículo está sendo adaptado internamente. “O veículo também receberá plotagem, que já está desenhada e está sendo feita agora”, aponta. O Castramóvel terá capacidade de realizar de 15 a 20 procedimentos por dia e o material para realizar os procedimentos será fornecido pela Saúde. “A unidade chegou do jeito que havia sido programada. E veterinários foram ver a ambulância para orientar as pessoas que vão colocar os equipamentos”, destaca.
Ziober ressalta que há dificuldade para colocar a unidade nas ruas rapidamente devido ao cronograma exigido pelo chamamento público. “Tem um tempo legal que precisa ser obedecido. Há o interesse de clínicas não só de Londrina, mas de São Paulo e de Santa Catarina, que querem entrar no chamamento. Sabemos que em uma licitação só uma empresa que ganha. O chamamento pode ter mais empresas participando”, expõe.
Ela explicou que o equipamento irá beneficiar principalmente áreas das populações mais pobres, que possuem mais dificuldade de realizar esses procedimentos em seus animais domésticos. Ela afirmou que o equipamento pode ser levado a esses bairros mediante anúncio prévio entre a população com o apoio dos protetores de animais locais. “Atualmente as cadelas vão dar uma volta no bairro e voltam prenhas. As gatas, que são mais difíceis de segurar, também passam por isso. Com a castração há uma desaceleração dessa natalidade e isso diminui o índice de maus tratos contra esses animais”, explica.
A vereadora reforça a importância da vinda desse equipamento, já que existem vetores de doença que podem se associar a animais abandonados. “Não é culpa dos cachorros ou dos gatos, mas dos insetos e de outros vetores que podem ser associados a eles e que podem causar doenças como a raiva, a sarna, a leishmaniose ou a leptospirose. Muitos desses animais podem ficar infestados por carrapatos, que também são vetores de doenças”, alerta Ziober. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Secretaria de Saúde está realizando a castração de gatos para conter uma epidemia de esporotricose. Em Foz do Iguaçu e em Santa Catarina a preocupação é com a raiva. “Eu fico preocupada porque de Foz para cá é um pulo para vir um animal infectado”, destaca Ziober.
Em Londrina são cerca de 60 mil animais abandonados e semi-domiciliados, segundo a vereadora Daniele Ziober. “A vinda do Castramóvel representa melhoria na qualidade da saúde pública. É a primeira vitória que conquistamos. Espero também que não haja mais abandono de animais ou que as pessoas deixem eles sofrendo”, aponta. “E temos mais três unidades para receber, das quais duas são por meio de emenda parlamentar”, aponta.


