A Prefeitura de Londrina encaminhou ofício ontem ao governo estadual solicitando intervenção junto ao Exército para ajudar nas ações de combate à dengue. ''O Exército pode nos ajudar a fazer uma limpeza geral na cidade. Queremos que eles comecem a atuar o mais rápido possível já que Londrina se encontra em uma situação de risco'', justificou a secretária municipal de Saúde, Ana Olympia Dornellas. Ela afirmou que não sabe se a solicitação do prefeito Barbosa Neto será aceita. ''O documento foi encaminhado hoje (ontem), precisamos aguardar a resposta de Curitiba'', afirmou.
Relatório do Levantamento de Infestação do Aedes Aegypti (Lira) divulgada ontem pela secretaria aponta redução nos focos do mosquito Aedes aegypti na Zona Leste e aumento na Zona Sul, onde o índice chega a 9,67% - o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 1%.
Neste ano já foram notificados em Londrina 3.624 casos de dengue. Destes, 638 foram confirmados e 205 descartados. Das pessoas que tiveram a doença, 55 residem na Região Central, 460 na Zona Leste, 22 na Zona Norte, 25 na Zona Oeste, 52 na Zona Sul e três na área rural.
Até o momento o município registrou uma morte por conta da doença, e quatro óbitos estão sendo investigados. Já foram confirmados seis casos de febre hemorrágica da dengue - a forma mais grave da doença, sendo que quatro pacientes tiveram alta, um foi a óbito e um está internado na UTI do Hospital Universitário.
Questionada pela reportagem sobre o ofício da prefeitura, a Casa Civil do governo, via assessoria de imprensa, respondeu que o prefeito tem autoridade para acionar o Exército diretamente ao comando no Estado.

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