Londrina quer adequação de prédio
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quinta-feira, 10 de setembro de 1998
Benê Bianchi 
Em Londrina, a obrigatoriedade dos prédios públicos e privados possuírem equipamentos para o acesso e para uso das pessoas portadoras de deficiência é lei. A determinação, proposta pelo vereador Antenor Ribeiro (PPB), foi sancionada em agosto.
Ribeiro ressalta que a emenda proposta por ele apenas reforça e acrescenta um item a uma lei municipal de 92, proposta pelo ex-vereador Wilson Batini. A antiga lei estabelecia que os prédios públicos deveriam permitir o acesso de portadores de deficiência.
Mas nem todos os edifícios públicos cumpriam. A prefeitura é um exemplo. O secretário de Obras, José Righi, salienta que as edificações antigas não têm como se adequar. O projeto arquitetônico não previa as rampas e em muitos casos não há como fazer a reforma. Mas nos novos projetos é obrigatória a previsão de acesso aos deficientes, comenta.
O secretário informa que a prefeitura também já está se adaptando. Segundo ele, ainda este mês será aberta licitação para a instalação de elevadores exclusivos para deficientes. O prédio tem três andares e o acesso aos departamentos só é possível por escada. Hoje, os deficientes são atendidos no térreo.
O primeiro prédio público de Londrina a fazer adequações nesse sentido foi a Câmara Municipal. Na primeira fase das obras, inaugurada este mês, foi instalada uma plataforma hidráulica para permitir que quem se locomove em cadeiras de rodas tenha acesso à mesa de honra do legislativo. Também os dois banheiros da sala de sessões foram reformados, tendo agora portas mais largas, barras de apoio e acessórios.
Para a segunda etapa estão previstas adequações nos demais banheiros, instalação de faixa tátil na parte externa, para facilitar o acesso de deficientes visuais; mais elevadores e placas de identificação em braille nos gabinetes.


