Londrina quer acabar com poluição visual
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2001
Emerson Dias<Br>De Londrina 
As empresas que utilizam qualquer espécie de publicidade visual exposta em painéis como outdoors, placas e front ligths (telões iluminados) terão que desocupar 220 locais públicos de Londrina. O projeto, divulgado ontem pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), prevê ainda a regulamentação das propagandas mantidas em áreas particulares na região central da cidade.
A proposta, criada por representantes da companhia e das cinco maiores empresas que atuam no setor, tem como objetivo acabar com a poluição visual e racionalizar o uso dos terrenos pertencentes à Administração Pública. ''Pensamos inicialmente em licitar as áreas, mas decidimos acabar com a publicidade e locais públicos. Já notificamos 60 empresas que mantêm publicidade irregular'', disse o presidente da CMTU, Wilson Sella, lembrando que os responsáveis terão até 10 de janeiro para eliminar a publicidade. Quem não retirar os painéis promocionais será penalizado com multa diária de R$ 500,00.
Somente entre os 600 outdoors da cidade, cerca de 10% estão em locais irregulares. Entre as empresas que participam do projeto está a Colors Painéis, que possui 287 peças. ''Perderemos 45 outdoors, mas apoiamos a idéia porque diminuirá a picaretagem no setor'', comentou o gerente Carlos Roberto Cardoso. Ele e a sócia-proprietária da OutLon, Viviane Branco e Silva, ajudam a CMTU a elaborar uma regulamentação própria (prevista para o primeiro semestre o ano que vem) destinada aos painéis mantidos em locais privados, definindo quantidade, tamanho e espaçamento entre as placas. ''Somos a favor do projeto para melhorar o visual de Londrina, mesmo perdendo 17 dos 58 painéis que temos'', disse Viviane.
Os estudos sobre a poluição visual de Londrina foram iniciados em julho deste ano, durante um seminário. A situação é tão grave que assusta até mesmo os profissionais do setor. Cardoso citou como exemplo a rotatória localizada no cruzamento das avenidas Higienópolis com JK. ''É o local de maior fluxo da cidade, mas está tão poluído que não vale a pena investir em publicidade lá.''
As empresas notificadas têm até 31 de dezembro para assinar o acordo junto à prefeitura (apenas sete assinaram até ontem). Segundo Sella, apenas os relógios digitais instalados em postes com displays publicitários (mantidos em calçadas) podem continuar em locais públicos. ''Espaço público é para o meio ambiente e obras de interesse social. Queremos limpar a cidade e padronizar a publicidade'', afirmou Sella. A CMTU pretende ainda colocar em prática a cobrança de taxas para instalação de novos painéis, previstas no Código de Postura do Município.


