Londrina pretende vacinar 40 mil
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terça-feira, 16 de junho de 1998
Célia Baroni 
Durante todo sábado, cerca de 1,1 mil pessoas, entre funcionários públicos da saúde e voluntários, estarão trabalhando em Londrina na primeira etapa da Campanha Nacional de Multivacinação e Vacinação contra a Paralisia Infantil. A meta é vacinar 40 mil crianças da Cidade contra a poliomelite e colocar em dia o calendário de vacinação de quem está com a imunização atrasada. Todas as crianças até 5 anos têm que receber o reforço, mesmo que já tenham sido vacinadas, afirma a enfermeira e coordenadora da campanha em Londrina, Miriane Lalli Ribeirete.
Os 48 postos de saúde - 36 na zona urbana e 12 na zona rural - vão funcionar das 8 às 17 horas para atender às crianças. Além do atendimento nos postos de saúde, 87 equipes volantes também estarão trabalhando na campanha de vacinação. Miriane Ribeirete explica que os postos volantes terão apenas vacinas contra a poliomelite. As outras vacinas do calendário básico de vacinação (DPT, BCG, tríplice viral, anti-Haemophilus, dT e anti-hepatite B) só poderão ser feitas nos postos.
A enfermeira diz que os pais devem levar a carteira de vacinação das crianças. É importante para que o posto de saúde possa verificar quais as vacinas que foram aplicadas. E, caso falte alguma, poder imunizar a criança adequadamente, diz. A Secretaria Municipal da Saúde não tem uma estatística de quantas crianças no município estão com seu calendário de vacinação atrasado. Mas o órgão iniciou um levantamento sobre a imunização contra o sarampo.
A vacina contra o sarampo foi distribuída em todo o Paraná no ano passado, como resposta a um surto da doença que atingiu São Paulo. Como em todo trabalho que desenvolvemos, a participação da comunidade é vital para ter sucesso, afirma. Apesar de a vacina contra sarampo não fazer parte do calendário básico, também estará disponível para as crianças de 6 a 8 meses de idade. As crianças vacinadas contra a doença serão cadastradas para que a secretaria tenha um maior controle sobre o grau de imunização no município.
Os postos de saúde vão ainda dar prosseguimento à campanha nacional de combate à rubéola e estarão vacinando mulheres de 15 a 39 anos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, apenas 45% das mulheres nesta faixa etária receberam a vacina. Infelizmente a população ainda não compreendeu a importância de se proteger contra a rubéola, afirma a enfermeira. Ela lembra que mesmo quem não pensa em ter filhos precisa se vacinar, para não colocar em risco outras pessoas. A rubéola, explica, não representa perigo para o adulto, mas se atingir uma gestante pode provocar aborto, e deixar sequelas sérias no bebê.


