Londrina prepara manifestação
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terça-feira, 17 de julho de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
As mulheres de policiais militares marcaram para amanhã de manhã um protesto em frente ao 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina. Elas afirmaram que irão permanecer no local apenas um dia, em apoio às mulheres de Curitiba, que estão acampadas desde a noite de domingo na entrada do comando geral, mas não irão impedir a entrada e saída de viaturas e PMs.
Hoje à noite um grupo vai a Curitiba para apoiar o movimento local. Segundo uma das mulheres, as manifestantes pretendem alertar o governo estadual sobre a força da família dos militares, que incluem as polícias Militar, Rodoviária, Bombeiros e Florestal. Elas reinvindicam a graticação PM/Especial e o fim das punições aos policiais que participaram da greve de maio.
As mulheres constestam a nota oficial publicada ontem pelos jornais, onde o governo declara que a média salarial é de R$ 1.050,53, e que o salário do soldado cresceu 133%. De acordo com as mulheres, a maioria dos PMs ganha cerca de R$ 600,00. Por que o governo não divulgou o aumento de 300% que os oficiais do alto escalão tiveram?, questionaram.
Em reunião realizada anteontem à noite as mulheres formaram duas comissões, uma para organizar as ações do grupo e outra para ir até Curitiba apoiar o protesto na Capital. Essa comissão, explicaram elas, não irá tomar nenhuma decisão sem antes ouvir as integrantes do movimento de Londrina. O movimento atual, esclareceram, é dissidente da antiga Associação de Mulheres e não está registrada como pessoa jurídica.
As esposas informaram que no sábado irão para o calçadão da área central para conscientizar a população e mostrar a realidade da vida dos policiais. Em caso de o governo estadual continuar irredutível, elas alertaram para o chamado Dia D, previsto para agosto, quando pretendem integrar uma paralisação total do funcionalismo público estadual.
O sub-comandante do 5º BPM, major Devaldir Amadei, disse que o comando está adotando medidas para continuar atendendo bem a comunidade, se as mulheres forem para a frente do quartel. Ele garantiu que até agora ninguém foi punido pelo Inquérito Policial Militar, ainda não concluído. O major afirmou que somente o comandante-geral da PM, Gilberto Foltran, pode anistiar os PMs. As punições, de acordo com as esposas, estão acontecendo de forma velada.


