Quando o assunto é recapeamento asfáltico em Londrina, a história é de uma luta diária. De um lado, 13 milhões de metros quadrados de asfalto, dos quais, segundo contas do secretário de obras Aloysio Crescentini de Freitas, 25%, ou três milhões de metros quadrados, estão precisando de recape. Do outro lado, para combater esse problema, um orçamento reduzido, poucos funcionários e uma usina de asfalto com os dias contados.
Enquanto isso, sobram reclamações de motoristas insatisfeitos com a buraqueira que danifica veículos e causa acidentes. Aos funcionários da Secretaria de Obras só resta correr todos os dias, fazendo da ''Operação Tapa-Buracos'' a alternativa para contonar a situação.
De acordo com Freitas, o material utilizado no asfalto da cidade, o cimento betuminoso usinado a quente, é o melhor para o tipo de solo de Londrina, a argila expansiva. Mesmo assim, a manutenção é inevitável. ''Quando chove, o solo incha, isso faz com apareçam pequenos buracos em alguns pontos, os quais se expandem com o tempo. Para solucionar, só o recape'', explicou.
Ainda segundo o secretário, cada metro quadrado de recape asfáltico custa para o município R$ 18,00. Em uma conta simples, recapear 100 metros de extensão de uma rua que tem oito metros de largura custa R$ 14,4 mil. Logo, para fazer o reparo necessário nos três milhões de metros quadrados que hoje apresentam buracos seriam necessários R$ 54 milhões, dinheiro que a Secretaria de Obras não tem.
Para piorar a situação, o município também não consegue produzir o asfalto que precisa. ''Nossa usina não suporta fazer asfalto para recape, principalmente em períodos de chuva, quando damos prioridade para o tapa-buracos. A solução que encontramos é conseguir financiamentos junto aos governos estadual e federal. Como exemplo posso citar os bairros Fraternidade e Pindorama, que devem receber o recape nas próximas semanas com dinheiro de um financiamento do Ministério das Cidades'', comentou Freitas.
Atualmente, o gerente da usina de asfalto da prefeitura, Armando Gomes, manda para as ruas, diariamente, 13 asfaltadores, divididos em três equipes, que trabalham tapando buracos. Eles saem em caminhões carregados com até sete toneladas de massa asfáltica e visitam em torno de 30 localidades em seis horas de trabalho. Outros quatro funcionários trabalham na produção da matéria-prima e um outro percorre a cidade para detectar quais pontos precisam de manutenção.
''A nossa mão-de-obra é insuficiente e os buracos estão em toda a cidade. Há também o problema com os equipamentos. Temos um rolo compressor e uma retro-escavadeira que estão parados precisando de conserto há mais de seis meses'', lamentou o gerente da usina.
O secretário de Obras confirma que a usina de asfalto deve fechar nos próximos meses. Para isso está em andamento um processo de licitação que prevê a compra anual de R$ 2,7 milhões de massa asfáltica, o que seria suficiente para recapear uma área de aproximadamente 170 mil metros quadrados. No entanto, essa quantidade de matéria prima que o município vai comprar não é superior à produzida atualmente pela usina pública. O tapa-buracos deve continuar sendo a prioridade.
''Tenho que fechar a usina porque a cidade chegou onde ela está (a usina fica na Zona Sul, próximo ao jardim União da Vitória) e a fumaça produzida faz mal aos moradores. Uma mudança de lugar não compensaria por causa dos custos. Além disso, o equipamento é velho. É bom ressaltar que nenhum funcionário será dsipensado por conta do fechamento da usina, eles serão realocados e vão ajudar no processo de asfaltamento'', justificou o secretário de Obras.
Serviço: para solicitar os serviços de tapa-buraco é preciso entrar em contato com o telefone 3341-1195.

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