Londrina poderá enfrentar deficit de túmulos
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sábado, 18 de janeiro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina O município dispõe hoje de apenas 350 vagas de túmulos antigos que foram retomados pela Administração de Cemitério e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), devido ao abandono de seus proprietários. Não existem novas vagas e a construção de mais um cemitério pode demorar pelo menos um ano, já que ainda não há a definição da área onde será instalado. Atualmente são registrados 450 falecimentos ao mês, sendo que 90% são de Londrina, mas a capacidade ainda não foi esgotada porque muitos sepultamentos são realizados em jazigos de uso perpétuo e também nos cemitérios particulares.
"Estamos conseguindo abrir pelo menos mais 65 vagas em média por mês com esses túmulos abandonados e isso nos dá uma brecha de pelo menos 4 a 5 meses para sepultamentos", afirmou a superintendente da Acesf, Sonia Maria Nobre Gimenez. Ela relatou que se a capacidade realmente se esgotar existe a opção do sepultamento em cemitérios de distritos rurais posteriormente, os restos mortais podem ser transferidos para o novo cemitério.
Segundo dados da Acesf, atualmente a cidade possui 31 mil jazigos, distribuídos em cinco cemitérios municipais urbanos e oito distritais. Além disso, existem três unidades particulares e um crematório. Dos 15 falecimentos diários que acontecem na cidade, apenas 10% são de outros municípios.
Estudos
A superintendente afirma que desde o ano passado estudos vem sendo realizados para definir onde será implantado o novo cemitério. São pelo menos seis terrenos pré-selecionados como aptos a receber a obra. "Temos em vista terrenos em áreas urbanas e rurais e nas zonas norte, sul e leste. Alguns são privados e outros públicos. Na semana que vem o prefeito Alexandre Kireeff retomará a discussão, mas ainda não há garantias de que na semana que vem a área esteja definida", explicou Sônia.
Atualização
No dia 10 deste mês a Acesf iniciou um chamamento dos proprietários de jazigos para fazer um recadastramento. A intenção é que o trabalho seja concluído até abril, pois depois de junho serão emitidos os títulos de cobrança da anuidade. Segundo a coordenadora de cemitérios da Acesf, Lara Cristina Rampazo, a média de atendimentos tem sido de 60 a 80 pessoas por dia. Ela destacou que em caso de abandono a Acesf envia uma notificação com aviso de recebimento. Se o titular não existe mais naquele endereço são publicados três chamamentos públicos nos jornais e só a partir disso é publicada a revogação da concessão. Para as pessoas que moram em outras cidades, ela destacou que é obrigação do titular manter o endereço atualizado.
A superintendente da Acesf afirmou que a cidade tem túmulos de até 60 anos com os dados desatualizados. "Os familiares mudam e isso fica sempre em aberto", afirmou.
Sonia contou que a Acesf precisa dos dados atualizados para poder avisar os concessionários no caso de novas normas ou imprevistos. "São vários procedimentos. Sempre precisamos enviar correspondências e ficamos perdidos", explicou. (Colaborou Guilherme Batista/Equipe Bonde)
Serviço
Mais informações sobre o recadastramento no site da Acesf (www.acesf.com.br) ou na sede - Avenida JK, 2.948, munidos de comprovante de residência.


