Um grupo de empresários de Londrina apresentou ontem os projetos para construção de dois cemitérios particulares na cidade, que vêm sendo desenvolvidos pela Rover Empreendimentos Imobiliários. Atualmente os projetos estão sendo submetidos a consulta e aprovação dos órgãos responsáveis, como Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL).
Os terrenos escolhidos para abrigar os empreendimentos estão localizados nas zonas oeste e sul do município. De acordo com o arquiteto responsável pelos projetos, Nelson Schietti Giácomo, a idéia é trazer para Londrina um novo conceito de serviço. ‘‘Viajamos até para o exterior para conhecer o que há de mais moderno na área e buscar informações sobre o assunto’’, disse o arquiteto. Giácomo explicou que já foram feitos vários levantamentos técnicos dos locais, como nível de absorção e qualidade do solo. ‘‘Estamos buscando subsídios e direcionando nosso trabalho da melhor maneira possível.’’
Nos últimos dias o assunto ganhou destaque na cidade pela suspeita de que os cemitérios possam estar poluindo os lençóis freáticos. Um grupo de moradores e proprietários de terrenos próximos à área escolhida para um dos cemitérios da Rover, à beira da rodovia PR-445, protocolou abaixo-assinado contra o projeto na Promotoria de Meio Ambiente e Câmara de Vereadores. O argumento é que o empreendimento iria desvalorizar a área.
Nelson Giácomo contesta, dizendo que os projetos paisagísticos dos cemitérios são diferenciados. ‘‘Serão cemitérios-parques, que preservarão uma grande massa verde ao redor e se assemelharão a grandes jardins.’’ Os projetos prevêem área de convivência e suíte para abrigar os familiares, capela ecumênica e sala para tanatopraxia (embalsamamento) e reconstituição de corpos.
Segunda-feira, às 10 horas, haverá reunião entre representantes de vários órgãos na Câmara de Vereadores para discutir a construção de quatro novos cemitérios particulares em Londrina. O encontro será coordenado pelo vereador Tercílio Turini (PSDB). Ele lembra que o decreto 514/2000, publicado recentemente no Diário Oficial do Município autorizando estas construções não apresenta critérios técnicos. ‘‘O próprio Plano Diretor e a Lei de Zoneamento são omissos em relação ao assunto, por isso a necessidade de debatermos a questão’’, disse o vereador.

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