Londrina pode ganhar nova UTI
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domingo, 25 de maio de 2003
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
O ministro da Saúde, Humberto Costa, vai anunciar nesta semana a lista com os nomes dos Estados e municípios que irão receber Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Além de estar entre a prováveis cidades candidatas a uma nova UTI, Londrina pode receber ainda este ano a aprovação para o funcionamento de uma Central de Tratamento de Queimaduras. A informação foi passada ontem pelo próprio ministro, que esteve em Londrina para participar da abertura do 5º Congresso Nacional da Rede Unida. Costa também participou da inauguração, no início da noite de ontem, de uma nova unidade de saúde no Conjunto Aquiles Stenghel (zona norte). A unidade leva o nome da professora Maria Anideje de Mello.
De acordo com o ministro, o levantamento das regionais carentes de UTIs está sendo finalizado. ''Na próxima terça-feira (amanhã), deveremos anunciar, por Estado, as necessidades hoje existentes. Naturalmente que uma cidade importante como Londrina vai estar no conjunto das novas UTIs que o Ministério pretende instalar nos próximos meses'', disse Costa.
Sobre o pedido de representantes dos setores de Saúde para a criar uma ala para queimados em um dos hospitais da cidade, o ministro adiantou que a ''reivindicação já está sob análise da Secretaria de Assistência à Saúde''.
O ministro da Saúde também falou sobre a defasagem no repasse de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para as secretarias estaduais e municipais. Londrina, por exemplo, recebe (em média) R$ 5,8 milhões, mas deveria contar com, no mínimo, R$ 7 milhões. ''Estamos promovendo um aumento no teto financeiro de estados e municípios. Eu tenho certeza que ao final de todas as medidas tomadas, Londrina deve ter mais até que este R$ 1 milhão que está reivindicando''.
Sobre a dengue, Costa disse que vair lançar um ''programa de controle permanente'' para todo o País. ''Nós sabemos que a epidemia em Londrina foi controlada, mas sabemos que no Brasil pode haver um pique (de novos casos) no ano que vem. Vamos investir, no mínimo, o mesmo R$ 1 bilhão investidos no ano passado'', finalizou. Após a inauguração, o ministro participou da abertura do congresso. Ele falou sobre ''Novos governos, desafios antigos e problemas emergentes: novas políticas de saúde''.


