Londrina perde posto de 3 maior do Sul
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sábado, 18 de junho de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Londrina perdeu o posto de terceira maior cidade do Sul do Brasil. A afirmação é do advogado londrinense Fábio Chagas Theophilo. Estudioso em demografia, ele realizou uma pesquisa, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam que o crescimento populacional da cidade de Joinville (SC) foi de 3,5% em 2004, contra 2,8% de Londrina.
''Estes números são apenas um registro histórico, para que a população londrinense possa conhecer melhor a sua cidade'', afirma Theophilo. ''Se são dados positivos ou negativos cada cidadão deve avaliar a seu próprio modo'', completa.
Entretanto, para o advogado, o crescimento da população nem sempre é positivo para um município. ''Londrina, por exemplo, está perdendo não só em quantidade, mas, principalmente, em qualidade'', diz. Desde que assumiu o posto de terceira maior cidade da região Sul, na década de 1970, o índice de crescimento populacional de Londrina tem se estabilizado ao longo dos anos e hoje varia entre 2 e 2,5% ao ano.
Segundo Theophilo, é preciso levar em consideração a posição geográfica das cidades e as ações governamentais em prol dos municípios. ''Joinville está localizada estrategicamente entre São Paulo e Porto Alegre, no corredor do Mercosul. É por isso que a cidade se torna mais atraente aos investidores'', assinala. Investimentos são sinônimo de crescimento econômico e, consequentemente, populacional, de acordo com o advogado.
Dados do início deste mês apontam que a diferença populacional entre Londrina e Joinville é de apenas nove habitantes. Uma projeção feita pelo estudioso para julho calcula que a diferença aumentará para 249 habitantes. ''Londrina não deverá recuperar a posição na região Sul e poderá perder ainda mais posições no ranking nacional de populações'', declara Theophilo.
Se no ano passado Londrina ocupava a 37 posição, este ano perderá o lugar para Ananindeua (PA), caindo para a 39 colocação, com uma estimativa de 494.699 habitantes em 2005. Isso ocorre porque Ananindeua é uma cidade dormitório, que faz parte da região metropolitana de Belém. ''Devido ao inchaço dos subúrbios das grandes capitais em virtude do desemprego e queda da renda, a população pobre é empurrada aos municípios vizinhos, que acabam apresentando crescimento extraordinário, acima da média nacional'', explica.
No Paraná, o advogado cita o exemplo de Cambé (13 km a oeste de Londrina), que hoje já possui 100 mil habitantes e deve seu crescimento principalmente ao desenvolvimento de Londrina. ''Em dois ou três anos, a população de Cambé deverá superar Apucarana'', conclui Theophilo.


