A comunidade da Universidade Estadual de Londrina (UEL) se despediu ontem do professor Reynaldo Ramon, sepultado às 17h30, no Cemitério São Pedro (centro da cidade), depois de velado na Câmara de Vereadores. Vítima de câncer no aparelho digestivo, Ramon morreu às 6 horas no Hospital Mater Dei, em Londrina.
Nascido em Curitiba, Ramon dedicou toda a sua vida à educação e ao esporte. Chegou a Londrina em 1955, onde lecionou no Colégio Estadual – hoje Vicente Rijo –, na Escola Hugo Simas, no Colégio Mãe de Deus, nas escolas Benjamin Constant e Nossa Senhora de Fátima e Escola Normal Regional. Além de professor, foi também atleta e técnico de várias seleções de basquete e vôlei de Londrina, sendo inclusive criador dos Jogos Abertos do Paraná.
Ramon participou da fundação da UEL e é autor do projeto de implantação do curso de educação física na instituição, do qual foi professor juntamente com a esposa Josy Ferraz Ramon. O casal teve dois filhos, Reinaldo e Roseane. Em 96, Ramon recebeu da Câmara de Vereadores o título de Cidadão Honorário de Londrina, entregue pelo prefeito Luiz Eduardo Cheida.
Em 45 anos de profissão, 28 ele dedicou à realização do vestibular da UEL. Segundo Maria Luiza Baccarin, chefe da Divisão Administrativa da Comissão Permanente de Seleção (Copese), Ramon começou como fiscal, foi coordenador e nos últimos anos atuava como secretário-geral da Copese.
Mesmo doente, Ramon coordenou o último vestibular de verão da UEL. Somente após a divulgação dos resultados é que ele se afastou do trabalho para cuidar da saúde. Nos últimos três meses, ele fez uma cirurgia e iniciou sua recuperação em Brasília (DF). ‘‘É um dia muito triste para nós, mas graças a sua competência nossa equipe conseguiu manter os preparativos para o próximo vestibular dentro do prazo estipulado’’, disse o vice-presidente da UEL e presidente da Copese, Márcio Almeida.
Devido a importância da Universidade na comunidade local e regional, a morte do professor Ramon é sentida em vários segmentos da sociedade. Para o gerente nacional de vendas da Folha, Ademir Dias Camargo, ele será sempre lembrado não só como bom profissional, mas como uma pessoa cordata e gentil, que transmitia muita segurança em tudo que fazia.

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