O Sindicato de Polícia Civil (Sindipol) de Londrina e região, em assembléia realizada ontem, decidiu por uma paralisação de advertência prevista para o dia 6 de novembro. Participaram da reunião cerca de 60 investigadores e escrivães. O Sindipol de Londrina abrange vários municípios da região norte e tem aproximadamente 240 afiliados.
O investigador Eli Almeida de Souza, há seis anos na Polícia Civil, explicou que existe uma consonância com o sindicato de Curitiba. ‘‘Como os policiais da capital decidiram pelo indicativo de greve até domingo, optamos por reforçar essa decisão. Mas estamos esperando uma posição do governo’’, disse Souza. O investigador comentou que o Sindipol de Londrina é favorável à abertura de um canal de conversação entre o Estado e a categoria.
Souza informou que na próxima quarta-feira, haverá uma nova assembléia. Essa data foi estipulada para que o sindicato tenha tempo hábil de tomar todas as providências legais. ‘‘Desse modo não deixaremos brecha para que o governo estadual aponte ilegalidade na greve. Vamos proceder como se deve. O governo vai estar sendo comunicado da mobilização, até mesmo através da imprensa’’, argumentou.
De acordo com Souza, comunicados oficiais vão ser enviados à Casa Civil, como manda as vias legais. O investigador confirmou que os benefícios salariais, se concedidos, serão estendidos a todos os policiais, mesmo que não estejam filiados ao Sindipol. ‘‘Queremos igualdade de remuneração para todos’’, assegurou.
O presidente do Sindipol de Londrina, Ademilson Antônio Alves Batista não participou da assembléia, pois estava em Curitiba apoiando a decisão do sindicato de lá.