Londrina ofertará teste rápido e vacina contra hepatites na segunda-feira
Ações serão realizadas no Calçadão, das 9h às 16h, em comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais; município registra 77 casos em 2025
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sábado, 26 de julho de 2025
Ações serão realizadas no Calçadão, das 9h às 16h, em comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais; município registra 77 casos em 2025
Da Redação 

O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais será celebrado nesta segunda-feira (28), em Londrina, com a realização de testagem rápida para hepatites B e C, HIV e sífilis, além de vacinação contra hepatite B. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em parceria com Rotary, Residência de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Secretaria Municipal de Defesa Social.
As atividades serão realizadas das 9h às 16h, no Calçadão, no posto fixo da Guarda Municipal, em frente às Lojas Americanas. Será montada uma estrutura anexa a posto, com uma tenda, mobiliários e materiais necessários para atender as pessoas.
A SMS levará profissionais, testadores e vacinadores, e os residentes do curso de Enfermagem da UEL vão ajudar a compor a equipe. Os voluntários do Rotary participarão da ação, auxiliando nas orientações, na abordagem ao público e no cadastro dos participantes.
Com relação à vacinação, serão disponibilizadas, inicialmente, 500 doses da vacina contra a hepatite B. Se houver demanda, novas doses poderão ser destinadas.
“Nós já oferecemos a vacinação contra a hepatite B para toda a população e as testagens rápidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no CIDI, mas nem todas as pessoas utilizam esses serviços. Por isso, nossa intenção é facilitar o acesso, levar orientações e promover o diagnóstico precoce dessas doenças, o que é fundamental para o tratamento”, destacou a enfermeira e assessora técnica da SMS, Kátia Fermino.
Ela explicou que muitas pessoas podem ter sífilis ou os vírus das hepatites B e C, ou até o HIV, sem apresentar sintomas que as façam procurar atendimento. “Por isso, quando há a chance de fazer o teste rápido, é possível descobrir a infecção mais cedo e começar o tratamento o quanto antes”, completou.
Casos em Londrina
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, Londrina registrou 77 casos de hepatites virais em 2025. A maioria corresponde às hepatites B e C, com 32 casos cada, seguidas pela hepatite A, que tem apresentado aumento, com nove registros.
No ano de 2024, foram contabilizados 97 casos no total, sendo a maioria de hepatite C (47), seguida por hepatite B (36) e hepatite A (11).
Em relação à faixa etária, em 2025, a maior parte dos casos abrange pessoas de 40 a 59 anos (33), seguidas por pacientes com 60 anos ou mais (23) e pessoas entre 20 e 39 anos (19). Também houve um caso de paciente com idade entre 10 e 19 anos e um em criança menor de 1 ano.
Já em 2024, a maioria dos casos foi entre idosos com 60 anos ou mais (40), seguidos por pessoas de 40 a 59 anos (36) e de 20 a 39 anos (20). Também houve um registro na faixa de 10 a 19 anos.
Julho Amarelo
Celebrado em 28 de julho, o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento dessas doenças. No Brasil, a campanha é reforçada ao longo do mês com o “Julho Amarelo”, período dedicado à intensificação das ações de combate às hepatites virais. O objetivo é informar as pessoas sobre formas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dessas doenças.
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, ressaltou que o Julho Amarelo representa uma excelente oportunidade para as pessoas fazerem exames e cuidar mais da saúde. “Os serviços de saúde de Londrina oferecem testes rápidos para detectar precocemente as hepatites B e C, além de disponibilizar a vacina contra a hepatite B para toda a população, a partir do nascimento. A vacina contra a hepatite A também está disponível para crianças menores de 5 anos", explicou.
"Há, ainda, uma atenção especial para pessoas com maior risco, como aquelas que vivem com HIV ou que usam a PrEP (medicação preventiva contra o HIV), que podem receber a vacina contra a hepatite A para reforçar a proteção, já que fazem parte de um grupo mais vulnerável. Também estamos fortalecendo o cuidado para evitar a transmissão da hepatite B de mãe para filho, com acompanhamento de qualidade no pré-natal, vacinação completa e, quando necessário, aplicação de medidas de proteção logo após o nascimento”, acrescentou Fabrin.
Transmissão e Prevenção
Atualmente, são reconhecidos cinco tipos principais de hepatites virais, classificados pelas letras A, B, C, D e E. Cada uma é causada por um vírus diferente, com modos distintos de transmissão, evolução e tratamento. No Brasil, apenas para as hepatites C e E não há vacinação.
A transmissão da hepatite A ocorre principalmente pela via fecal-oral. Isso inclui ingestão de água ou alimentos contaminados, ou por contato sexual desprotegido.
A hepatite B é transmitida principalmente pelo contato com sangue ou fluidos corporais de pessoas infectadas. As principais vias de transmissão são: relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados (como agulhas e seringas), e de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação.
A hepatite C é transmitida via contato com sangue contaminado, como transfusões antigas e seringas. Para a hepatite C não há vacina, por isso a prevenção é essencial. Entre os principais cuidados estão: não compartilhar objetos cortantes ou perfurantes, como agulhas, seringas, alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente e materiais usados para tatuagem ou piercing (todos esses itens devem ser de uso individual ou estar devidamente esterilizados); usar camisinha nas relações sexuais, principalmente em casos de múltiplos parceiros ou práticas que possam causar sangramento; evitar o compartilhamento de objetos usados para o consumo de drogas, como cachimbos, canudos ou seringas.
Tratamentos
As hepatites virais têm tratamentos, conforme o tipo de vírus. A hepatite A costuma desaparecer sozinha, sem necessidade de remédios, a depender da idade do paciente. Nesse caso, o mais importante é descansar, se alimentar bem e se manter hidratado.
A hepatite B pode ser mais séria. Algumas pessoas eliminam o vírus naturalmente, mas quando a infecção se torna crônica, pode ser necessário tomar medicamentos para controlar a doença e evitar problemas no fígado.
A hepatite C tem cura e o tratamento é feito com remédios modernos, tomados por cerca de dois a três meses, que conseguem eliminar o vírus em mais de 95% dos casos.
Locais de referência para vacinas e testes
Durante todo o ano é possível fazer testagem rápida para hepatites B e C, HIV e sífilis nas UBSs e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado dentro do Centro de Referência Dr. Bruno Piancastelli Filho, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h. O endereço é Alameda Manoel Ribas, nº 1, Centro. Para fazer a testagem é necessário agendar horário via internet.
Já as vacinas contra hepatite B, para toda a população, e contra hepatite A, para crianças menores de 5 anos, são disponibilizadas nas UBSs, de segunda a sexta, das 7h às 19h.
(Com informações do N.Com)


