A Procuradoria do Município de Londrina protocolou ontem no Fórum um parecer sobre as cinco áreas pretendidas pelas 105 famílias que ocupam desde maio um fundo de vale no Parque Residencial Professora Marieta, na zona norte da cidade. De acordo com a procuradoria, nenhuma das áreas sugeridas pode ser destinada para assentamento.
Os sem-teto ocupam quatro hectares que legamente não podem ser habitados. O local já foi designado para a construção de escola, centro comunitário e área de lazer. Diante disso, as famílias reivindicam outro local e exigem que seja na zona norte. O parecer da procuradoria aponta que as áreas escolhidas não pertencem ao município. Um terreno de cinco alqueires nos fundos do Jardim São Jorge, por exemplo, é fundo de vale com manancial. Outro na Gleba Jacutinga é particular.
O advogado Marcos Leate, que defende os sem-teto, disse ontem á noite que não tinha conhecimento do parecer da Procuradoria e que assim que conhecer as justificativas vai decidir se entra ou não com pedido de impugnação do parecer.

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