Londrina não deve usar bioinseticida da UEL
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sexta-feira, 07 de fevereiro de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Dois pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) devem apresentar na próxima segunda-feira um novo bioinseticida para combater a larva do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Os professores José Lopes e Olivia Nagy Arantes já desenvolviam pesquisa com a bactéria bacilus thuringiensis desde 1994 e foram questionados no início do ano passado se esse inseticida seria capaz de eliminar também o mosquito da dengue. Desde então, começaram a estudar uma maneira de transformar o bioinseticida líquido em um comprimido sólido para ser colocado diretamente na água, impedindo o desenvolvimento da larva.
José Lopes não quis adiantar o que vai ser divulgado na semana que vem, mas afirmou que ''foi vencida uma etapa importante''. A forma líquida do bioinseticida é eficaz na eliminação de pernilongos, mas no caso da larva o comprimido é o mais indicado. Segundo o pesquisador, o produto é inócuo ao meio ambiente, o que representa uma vantagem por não poluir nem agridir outros tipos de vida. Os professores também devem explicar quais equipamentos e investimento são necessários para produção do bioinseticida em larga escala.
Apesar da satisfação dos professores com o resultado da pesquisa, a gerente do setor de Epidemiologia da secretaria de Saúde, Josemari de Arruda Campos, diz que a utilização do bioinseticida ''não é a salvação da pátria''. Ela informa que seu uso é uma estratégia preconizada pelo Ministério da Saúde nos casos em que existe resistência ao temephos, princípio ativo do inseticida usado para matar o mosquito da dengue. Mas ela enfatiza que em Londrina ''não há indicação para a utilização porque os testes realizados comprovaram que as larvas são sensíveis ao temephos''.
A gerente alerta que esse tipo de produto não pode ser utilizado pela população em geral, sob o risco de se criar mosquitos cada vez mais resistentes ao princípio ativo dos inseticidas. A tarefa de aplicar o inseticida através do ''fumacê'' é de responsabilidade da 17 Regional de Saúde. ''Existe toda uma padronização para sua utilização'', observa Josemari.


