Londrina marcha para o envelhecimento
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domingo, 14 de janeiro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Na guerra contra a morte, o exército bilionário de homens e mulheres que habitam o planeta trilha a estratégia da longevidade. Envelhecemos desde que nascemos, mas as pessoas cada vez mais se orientam no sentido de prolongar a vida, ampliando as condições de retardar o fim. As famílias priorizam o bem- estar e têm cada vez menos filhos, os idosos vivem mais e cada vez melhor amparados pelos avanços médicos, e as cidades já sentem a urgência de terem de lidar com esses desafios. Londrina não foge à regra e também aqui a população local marcha a passos largos rumo ao envelhecimento.
Diversos fatores se combinam e influenciam a atual tendência demográfica. Relatório recente divulgado pela Divisão de População da Organização das Nações Unidas (ONU) indicou que o número atual de crianças entre 0 e 14 anos no mundo é de 1,8 bilhão - 50 milhões são brasileiras. O país, aliás, terá até 2020 uma população infantil correspondente a 24,3% do total, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual será reflexo da contínua queda das taxas de natalidade no país. Por outro lado, a expectativa de vida de um brasileirinho nascido hoje é de 71 anos, 9 anos a mais do que quem nasceu em 1980.
Em Londrina, o comportamento demográfico é bastante semelhante ao do resto do País e do mundo e a curva das taxas de crescimento populacional declinam anualmente, assim como as taxas de natalidade e mortalidade infantil. Segundo a Gerência de Informações à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, a população local cresceu 1,49% no biênio 2005/2006.
Os óbitos infantis foram reduzidos em mais de 53% entre 1990 e 2003. Em 2004, último dado disponível, a taxa de mortalidade infantil no município foi de 8,99 mortes para cada mil bebês nascidos vivos. Por tudo isso, a maior faixa da população de quase 496 mil pessoas residentes em Londrina já se concentra acima dos 20 anos: entre 0 a 19 anos, os londrinenses somam pouco mais de 176 mil pessoas; dos 20 aos 59 anos, são mais de 270 mil pessoas; os maiores de 60, representam cerca de 47 mil.
Na internet, a Secretaria Municipal de Planejamento reforça que Londrina ''segue as tendências demográficas nacionais, cujas principais características são: o declínio do crescimento populacional por causa da redução das taxas de fecundidade - no Brasil a média de filhos por família caiu de 5,8 em 1970 para 2,3 em 1999; maior participação feminina na população, um resultado do aumento da expectativa de vida mais significativo entre as mulheres; redução da população infanto-juvenil e aumento da população idosa; redução da mortalidade''.
A secretária municipal do Idoso, Cristina Coelho, ressalta que Londrina tem se esforçado para criar políticas públicas que contemplem o envelhecimento mas desafios sérios precisam ser enfrentados. Ela cita que hoje existem cerca de 80 grupos de convivência da terceira idade (reunindo entre quatro e cinco mil idosos), mas faltam equipamentos comunitários para atender essa população. No âmbito nacional, por exemplo, só agora se começa a articular a criação de uma rede de atenção e apoio ao idoso. ''A perspectiva é que em algumas décadas, o Brasil deixe de ser um país jovem para ser país de idosos'', comenta a secretária.
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