A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina orienta a população sobre a vacinação contra a dengue, que segue em vigor para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Na segunda-feira (8), o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgaram a suspensão temporária da aplicação de doses de outra vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan e que era direcionada, exclusivamente, a profissionais de saúde. A medida cautelosa foi adotada para investigação de eventos adversos raros e inesperados, ocorridos em pessoas vacinadas, e segue protocolos internacionais de farmacovigilância.

Dessa forma, a imunização com a vacina Qdenga, ofertada em duas doses, não sofreu impacto e permanece disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A vacinação, efetuada na rede pública desde 2024, reduz as chances de complicações e óbitos em caso de contágio pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 da dengue.

A medida também se soma à principal forma de prevenção dessa doença, que é o controle do vetor Aedes aegypti. Impedir a proliferação do mosquito continua sendo o método principal para interromper a transmissão do vírus.

Em Londrina, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou a aplicação de 360 doses da vacina Butantan-DV, administrada em dose única nos profissionais de saúde.

Já a vacina Qdenga, em duas doses, que na rede pública é direcionada para a faixa etária de 10 a 14 anos, possui 18.345 doses aplicadas, com cerca de 55% de cobertura vacinal segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Esse mesmo imunizante também pode ser adquirido na rede privada, para a população com idade de 4 a 60 anos.

'A medida é preventiva'

A coordenadora de Imunização da SMS, Carla Mazzei, reforçou que a suspensão do imunizante em dose única se deu após o registro de eventos adversos raros em pessoas vacinadas. Foram 42 casos com sinais de alerta, incluindo dois óbitos, mas que correspondem a 0,008% dentre o total de 500 mil doses aplicadas em todo o país. “A medida é preventiva e visa investigar possíveis riscos à segurança. Até o momento, não há comprovação de que a vacina tenha causado os casos analisados, e a suspensão não está relacionada à eficácia do imunizante”, destacou.

Para os que já receberam a vacina Butantan-DV contra a dengue, a recomendação do Ministério da Saúde é que monitorem seu estado de saúde no período de 21 dias após a aplicação. “Não há recomendação de tratamento ou revacinação. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou piora do estado geral, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente”, complementou Mazzei.

(Com informações do N.Com)

mockup