Somam três os casos de dengue hemorrágica em Londrina, um deles fatal. O número de confirmações continua subindo e a cidade já tem 1.466 casos positivos de dengue e 7 mil notificados. Ontem, foi confirmado oficialmente pela Secretaria de Saúde, com o resultado do exame de sorologia do Hospital Universitário (HU), dengue hemorrágica no caso da morte de Isabel Cristina Fidelis Ramos, de 29 anos, ocorrida na última sexta-feira.
A família de Isabel pretende acionar a Justiça por achar que houve negligência no atendimento médico, tanto no posto de saúde do Parque das Indústrias Leves (zona leste), onde ela teve diagnóstico de amigdalite, quanto no Hospital da Zona Sul (HZS), onde ela foi atendida por três vezes, e em duas ocasiões recebeu apenas soro e foi mandada de volta para casa. ''Primeiro, erraram no diagnóstico e depois ela não teve o tratamento adequado. Amanhã (hoje) vou procurar a promotoria pública'', disse a irmã Cláudia Ramos.
Ontem, o secretário de Saúde, Sílvio Fernandes, disse que todas as etapas do atendimento no posto de saúde estão sendo investigadas. Para o diretor do HZS, Marcelo Mendonça, a conduta médica adotada no hospital não foi errada. Ele informou que não havia diagnóstico de dengue hemorrágica nas duas primeiras ocasiões em que ela esteve no hospital, mas apenas da forma clássica da doença. Com o diagnóstico da dengue hemorrágica, a conduta, segundo a diretora clínica do HZS, Vera Lúcia Marvule, foi de hidratação da paciente e tratamento para choque. ''Talvez em uma UTI, os exames pudessem ser repetidos com maior rapidez, mas o procedimento seria o mesmo'', afirmou.
O segundo caso de dengue hemorrágica também foi confirmado ontem. Trata-se de uma dona de casa de 48 anos, moradora do Jardim Leonor (região oeste), que ficou internada durante quatro dias na Santa Casa e na última sexta-feira teve alta. O terceiro caso é o do médico residente do HU que teve alta na manhã da última sexta-feira e se recupera em casa.
Um caso suspeito de dengue hemorrágica ainda está sendo investigado, do protético Valdir Góes, de 32 anos, morto na última semana. Ontem, a secretaria de Saúde também divulgou que está descartado dengue hemorrágica como causa da morte da menina Danielle de Oliveira, de 9 anos, ocorrida no início do mês. Ela morava no distrito de Lerroville.
A diretora de epidemiologia, Sônia Fernandes, informou que os médicos da rede municipal deverão participar de um novo treinamento sobre dengue. O novo treinamento, de acordo com ela, estava programado antes da morte de Isabel.

mockup