Londrina intensifica combate à dengue
Com o objetivo de reduzir o índice de infestação do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, foi lançada ontem pela manhã, a campanha Londrina contra Dengue. O lançamento foi na Câmara Municipal e teve a participação do prefeito Nedson Micheleti (PT), vereadores e representantes das secretarias municipais envolvidas no projeto.
A campanha, como explica a gerente de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Josemari de Arruda Campos, visa educar e conscientizar a população para o combate do mosquito. O índice médio londrinense do aedes aegypti é de 9%, mas há bairros em que a infestação é de quase 28%. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) um índice de 5% já pode causar epidemias. Temos que reduzir a presença do mosquito já nas duas primeiras semanas de trabalho para níveis dentro dos parâmetros da OMS, destacou.
Durante a campanha serão distribuídos materiais informativos em pontos estratégicos da cidade e nas escolas. Mas a principal ação será a visita domiciliar a todos os estabelecimentos comerciais e residenciais. As ações serão realizadas por agentes de controle da dengue utilizando estudantes da rede municipal de ensino para fazer as visitas.
Outra ação importante que será realizada pela Londrina contra Dengue é o arrastão da limpeza. Ele será feito nos bairros onde o índice do aedes egypti é superior a 15% e há focos do mosquito em terrenos baldios e quintais. O predomínio serão os locais com entulhos.
Este ano foram notificados pela secretaria 33 casos de dengue, entre os quais dois foram descartados, três foram negativos e três confirmados. Os outros casos ainda estão sendo analisados pelo Laboratório Central do Estado. Dentre os casos confirmados dois são autóctones, ou seja, foram contraídos na própria cidade. Em 1996 Londrina registrou um pequeno surto da doença, com 1.086 casos notificados e 405 confirmados.
Os sintomas da dengue são febre alta de início súbito, dor de cabeça, prostração, dores musculares e nas juntas, erupções cutâneas e vômitos. Uma mesma pessoa pode ter a doença diversas vezes, agravando-se o caso a cada reincidência. Há quatro tipos de vírus que provocam a doença.





