Londrina: inquérito do Gaeco será encaminhado à Justiça
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 03 de setembro de 2012
Redação Bonde 
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) vai encaminhar o inquérito, que investiga o esquema de fraude de licitação para fornecimento de uniformes escolares em Londrina, para análise do Poder Judicário.
Em entrevista coletiva, o delegado do Gaeco, Alan Flore, afirmou apenas que uma "intercorrência" apareceu no curso da investigação, o que tornou necessária a avaliação da Justiça. No entanto, o delegado não explicou o motivo do encaminhando, alegando que o detalhamento poderia atrapalhar o trabalho do Gaeco.
"Por conta dessa intercorrência, que nós não podemos explicar no que consistiria neste momento, esse procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para que seja feita essa análise e, eventualmente, ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) analisar uma situação que teria ensejado esse posicionamento por parte do Gaeco", declarou.
O Gaeco ainda avalia o encaminhamento do pedido de revogação de três das quatros prisões realizadas na última semana. "Se esse for o posicionamento efetivo do Gaeco, o pedido ainda será analisado pela autoridade judiciária respectiva", comentou. Questionado se a revogação teria relação com a colaboração dos empresários detidos, ele apenas respondeu que não poderia ser mais específico. "Nós estamos trabalhando para buscar a verdade e a identificação de pessoas envolvidas", acrescentou.
Ele afirmou que não há prejuízo para investigação e disse que o inquérito pode até retornar para o Gaeco após análise do TJ. Neste período novas medidas fica suspensas.
Os empresários Marcos Ramos, José Lemes e Pedro Bressiani foram presos na terça-feira passada (28). Lemes e Bressiani compareceram nesta segunda-feira (3) para prestar novos esclarecimentos ao Gaeco. Além do trio, o empresário Wilson Yoshida, que era considerado foragido da Justiça, se apresentou na última sexta-feira (31).


