Londrina globalizada
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de julho de 2002
Ana Setti<br> Reportagem Local 
É possível dar a volta ao mundo em Londrina, viajando com as palavras, que, embora em casual harmonia, aqui afloram caóticas. Basta entrar no rodopio, criativamente planejado, de ruas, bairros e prédios, cujos nomes parecem setas indicativas de alguma maluca agência de turismo.
Assim, caminha-se pelo Jardim Piza, passando pelas ruas Veneza, Florença, Gênova, nas quais se chega trafegando pela avenida Inglaterra. Pode-se também, em ordem geográfica incerta, chegar a Paris, Toulouse, Marselha, tomando fôlego na Milão, para desembarcar em Quebec. Logo a seguir, vêm San Diego, San Isidro, San Fernando, todos próximos da Califórnia e do sempre enigmático Eldorado.
Decide-se, porém, descer em frente ao prédio Campos Elíseos, que não dista muito do Monte Carlo e, no centro, percorrer a Rio Grande do Sul, que logicamente desemboca na Rio Grande do Norte, enquanto Paraná e Sergipe fluem paralelas.
Mas o letreiro do ônibus que deseja, de acordo com o horário ''Bom Dia'', ''Boa Tarde'', ''Boa Noite'' , surpreende com o itinerário: Tóquio. Mais um destino impossível possível nesta cidade globalizada pelas palavras.


