Londrina gastronômica
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de agosto de 2002
Ana Setti<br> Reportagem Local 
Logo ali localizam-se os pães doces e salgados, diferentes tipos e formas, incluindo o de alho, o de catupiry com frango, massa folhada, crocante, insuperável. Situam-se em meio às roscas, aos sequilhos, às broas de milho, tudo salpicado com uma pitada de polvilho azedo pelo soldado capitão, dono do feudo, germânico?
Mais à frente, ainda no centro, ficam os bolos, os doces, docinhos delicados, as tortas, filhas diletas da ambrosia divina, sobressaindo-se a de limão, a de ameixa com coco, a de nozes, a de cerejas perdidas e achadas em creme ligeiramente batido. A loirice do atendimento é civilizadamente nórdica, tudo certo, sorrisos, obrigada, senhora, deseja mais alguma coisa? Correto, corretíssimo, como um relógio suiço.
Não muito distante, perto de uma praça, encontra-se o por quilo familiar, gramas contados de comida caseira, feita pela mamma que não se revela. Antes, se esconde, por trás da forma lacônica de servir, tímida, talvez, brejeira, à moda caipira brasileira.
Seguindo por uma rua próxima, descobrem-se os temperos, as ervas santas, a petiscaria fina, os integrais todos, os aromas do oriente, as especiarias. Entra-se ali para se sair em viagem, a um tempo passado de caravelas sobrecarregadas, com certeza portuguesas.
No mais, espalhados, os restaurantes finos, tantos, as costelarias, as carnes de jacaré, javali e de outras selvagerias, sem esquecer do ainda não experimentado sanduíche de picanha. Uma receita multirracial de trivial variado.


