''Casa nova, vida nova''. É com isso que sonham os moradores do assentamento Novo Amparo, região leste, em Londrina. Sem água, energia elétrica, asfalto ou qualquer outra infra-estrutura básica durante quatro anos, os moradores já fazem planos para o novo bairro que começa a tomar forma hoje, quando o prefeito Nedson Micheleti (PT) assina a ordem de serviço para início das obras de urbanização no local. A expectativa é tanta que os moradores já escolheram um nome sugestivo para o bairro, Jardim Felicidade, e para as futuras ruas do Amor, do Abraço, da Solidariedade, do Sorriso, do Amparo, da Compaixão.
''Eu queria morar na Rua da Paz'', planeja a dona de casa Lucinéia Teodoro Pereira, 31 anos, que prevê o fim de uma rotina desgastante com a urbanização do bairro. Não só para ela, mas para todas as mulheres do assentamento, que todos os dias acordam cedo e passam o dia carregando dezenas de baldes de água para abastecer um tambor de 250 litros que cada uma tem em casa. ''É com essa água que a gente faz a limpeza, faz comida, toma banho. É um sonho abrir a torneira dentro de casa e ter água'', diz Marina Rosa Amorim Alves, de 35 anos.
Desde ontem, os moradores do assentamento estão ocupados em desmontar os barracos e transferir parte deles para um terreno ao lado para que possam ser definidos os lotes e executadas as obras de arruamento interno e a construção das redes de água e esgoto. Muitas famílias recorreram a parentes para deixar o local provisoriamente. A previsão é que morem no local as 65 famílias que hoje ocupam o assentamento e outras 95, que hoje ocupam os fundos dos conjunto habitacional José Belinati (região norte).
As obras de arruamento, água e esgoto deverão ser concluídas em 60 dias, e a construção das primeiras 108 casas, em seis meses. O recurso foi viabilizado pela Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina junto ao Ministério das Cidades.
O Plano de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH) vai liberar cerca de R$ 6 mil para cada uma das moradias, totalizando R$ 648 mil. A prefeitura também vai gastar em torno de R$ 6 mil por unidade, se forem somados os custos de complementação das obras das moradias, cerca de R$ 326 mil, e dos serviços de loteamento e implantação da rede de água e esgoto, cerca de R$ 321 mil.

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