Londrina ganha prêmio por coleta seletiva
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina O sistema de coleta seletiva de Londrina conquistou esta semana a 2ª edição do Prêmio Cidade Pró-Catador, promovido pelo governo federal, por meio da Fundação Banco do Brasil e da Secretaria Geral da Presidência da República. De acordo com a coordenadora do Comitê Interministerial para Inclusão dos Catadores, Daniela Metello, a premiação buscou reconhecer iniciativas bem-sucedidas de governos municipais no desenvolvimento de políticas de inclusão social e econômica de catadores de materiais recicláveis.
Ao todo, 85 municípios foram inscritos. Londrina concorreu com outras 10 cidades na categoria D: acima de 300 mil habitantes. As outras três vencedoras, em faixas menos populosas, foram: Brazópolis (MG) na categoria A; Manhumirim (MG), na categoria B, e Santa Cruz do Sul (RS), na categoria C.
As iniciativas vencedoras, além do reconhecimento público, terão um projeto conjunto entre prefeitura e cooperativas ou associações de catadores, no valor de até R$ 120 mil, financiado pela Fundação Banco do Brasil. A premiação se dará em solenidade a ser divulgada, que deverá ocorrer em dezembro deste ano na cidade de São Paulo.
A coleta seletiva é administrada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e é executada por cinco cooperativas: Cooperregião, Cooperoeste, Coocepeve, Cooperrefum e Coopermudança, com o total de 506 catadores cadastrados. A coleta de resíduos recicláveis atende 100% dos domicílios urbanos e distritais. O investimento mensal da prefeitura no Programa Londrina Recicla é de R$ 590 mil.
A supervisora do Setor de Coleta Seletiva da CMTU, Viviane Conti, frisou que a premiação incentiva a população a separar melhor os materiais. "Ainda temos muitas fragilidades, mas não deixamos de ser referência. O que precisa de imediato é melhor educação ambiental da população", pontuou.
Daniela destacou que em Londrina a inclusão social gerada pelo trabalho permite melhorias das condições de vida dos catadores e também contribui para a preservação ambiental. Segundo a coordenadora, a renda obtida pelos catadores, em muitos casos, supera o salário mínimo. "Nas visitas encontramos até uma psicóloga trabalhando com os catadores. Esse apoio é fundamental para que a atividade seja reconhecida como categoria de trabalho", destacou.
Graças à reciclagem, a catadora Maria Eunice dos Santos, de 60 anos, da Coopermudança, teve a oportunidade de conhecer várias cidades e inclusive o mar. "Os cursos de capacitação são muito bons. Minha vida está aqui dentro", apontou para o barracão. Atualmente, a Coopermudança congrega 50 cooperados e atende cerca de 21 mil domicílios em Londrina.
A diretora Verônica Costa, da Cooperregião, comemorou a conquista. Segundo ela, apesar das dificuldades, os esforços conjuntos estão caminhando para recolocar Londrina na liderança nacional na quantidade de materiais reciclados. "A população tem se conscientizado mais. A destinação correta facilita o serviço". Já Carla Roberta de Oliveira, tesoureira da Coocepeve, frisou a importância social do catador. "É sempre bom esse reconhecimento do catador, que tem um papel social e ambiental muito importante na sociedade."


