Londrina ganha novo viveiro municipal
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quarta-feira, 21 de março de 2007
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
No dia em que se comemora o Dia Mundial da Água, a idéia principal é valorizar esse bem precioso que nos é dado pela natureza e que não só sacia a sede mas é sinônimo da vida. Cuidar da água e do meio ambiente é uma das questões fundamentais do exercício da cidadania.
Pensando nisso, órgãos ambientais se reuniram na manhã de ontem para inaugurar o novo Viveiro Florestal Municipal, localizado na esquina das Ruas Geraldo Júlio com Sílvio Lourenço Leite, no Conjunto Cafezal IV (Zona Sul). A nova estrutura, que terá capacidade para produzir 209 mil mudas, foi ampliada por meio de um projeto que é resultado de uma parceria entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP); Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), Cooperativa Agroindustrial Integrada, Rotary International e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
O secretario da Sema, Gerson da Silva, explicou que serão produzidas mudas de matas nativas e exóticas que poderão ser plantadas na zona rural e também na área urbana. ''Será feito uma distribuição dirigida. Para os produtores rurais, estaremos distribuindo mudas para a recuperação da mata ciliar. Na área urbana vamos privilegiar fundos de vale e outros pontos que poderão receber novas mudas'', disse.
O novo viveiro conta com 40 espécies de árvores nativas e exóticas, totalizando 162 mil mudas, que serão utilizadas em diversas ações e projetos de preservação e recuperação ambiental. A forma de produção das mudas é por meio do tubete, que, segundo especialistas, é mais prático e proporciona um desenvolvimento melhor e mais rápido.
O chefe regional do IAP, Carlos Hirata, salientou que a nova instalação é o resultado de uma ação que deverá trazer ''muitos benefícios'' para Londrina. ''Só no ano passado, a região de Londrina plantou cerca de 800 mil mudas. É uma realidade que queremos que continue acontecendo'', comentou.
A quantidade de árvores existentes no município hoje, ainda é um dado incerto. Segundo o engenheiro agrônomo da Secretaria, Paulo Roberto Guilherme, 160 mil árvores já foram contabilizadas, porém, há indícios de que existem mais de 200 mil. ''Algumas ONGs nos apresentaram outros dados. Os números da arborização ainda estão sendo digitalizados e quando tivermos todos os dados será mais fácil monitorar a situação de cada uma delas'', explicou.
O gerente de áreas verdes da Sema, Marcos Antônio Pedracci, salientou que a população deve ficar atenta para o problema da poda irregular. Segundo ele, cerca de 300 pedidos para cortes de árvores são feitos todos os meses. Deste total, porém, pelo menos 35% não são atendidos por serem considerados injustificados.
''Temos abatido 3 mil árvores por ano, mas devemos tratar disso com cuidado pois apesar de plantarmos novas árvores, a nova planta demorará cerca de 25 a 30 anos para proporcionar o mesmo benefício que a antiga. É por isso que as pessoas não devem ir cortando árvores por qualquer motivo''.


