A Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) deve enviar à Câmara de Vereadores, na próxima semana, um requerimento que pede a modificação da lei municipal 6.858. A intenção é retirar da autarquia o peso da exclusividade no corte das árvores em áreas particulares de Londrina. Esse é o primeiro passo rumo à aprovação do projeto de arborização que está pronto há um ano e meio e só depende da aprovação dos vereadores e liberação de verba.
Com ele, a diretora técnica da AMA, Silvia Saadjian, acredita que o órgão vai ganhar mais agilidade e economizar dinheiro. Silvia diz que a autarquia recebe diariamente cerca de 70 pedidos para a corte de árvores. Quando eles referem-se a áreas públicas, a AMA pode até autorizar o cidadão a fazer o corte. Também é competência exclusiva dela a manutenção de ruas, praças, parques e jardins, a recuperação da mata ciliar em fundos de vale e a arborização em loteamentos. Porém, a falta de estruturas física e humana dificulta o trabalho.
Para Silvia, a implementação do projeto de arborização melhoraria em 60% a situação do meio ambiente urbano. Mas para isso se tornar realidade, ela diz que é preciso haver uma junção entre poder público e comunidade. ‘‘É através da educação ambiental que poderemos fazer novas conquistas e preservar o que ainda restou.’’
Parasita Na opinião do engenheiro agrônomo Walter Kranz, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), o desconhecimento geral dos órgãos competentes sobre os parasitas vem ameaçando a vida das árvores em Londrina. Segundo ele, a praga já se proliferou por toda a cidade e é facilmente visível na zona urbana e rural.
Kranz diz que cerca de 30% das Santas Bárbaras e Ipês já foram atacados e 2% dos Alfeneiros, espécies bastante utilizadas na arborização das vias públicas. A dispersão do inimigo é feita pelos pássaros que carregam as sementes nos bicos. A diretora técnica da AMA contesta e diz que a limpeza das árvores é feita constantemente, mas a quantidade de trabalho é superior ao número de funcionários existentes. (B.R.)

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