O secretário de Fazenda de Londrina Francisco Simões pretende entregar ao prefeito Jorge Scaff (PSB), na segunda-feira, o estudo sobre a reavaliação da planta de valores que estabelece os coeficientes para cobrança de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O estudo foi realizado por uma comissão de funcionários públicos municipais de diversas secretarias. Pela nova planta apresentada pela comissão, o IPTU pode sofrer reajustes de até 900% acima do valor cobrado atualmente. Em algumas regiões da cidade muitos imóveis podem ter sido desvalorizados e o valor do IPTU pode diminuir.
Durante quatro meses, a comissão organizou o trabalho de reajuste de valores mediante a divisão da cidade em distritos. ‘‘A finalidade foi verificar mudanças que possam interferir no valor atual do IPTU, para cima ou para baixo’’, explicou Simões.
Para nortear o trabalho, a comissão também pesquisou o mercado imobilário, com o intuito de constatar quais as áreas da cidade que mais valorizaram na última década. De acordo com Simões, a zona sul é a área que tem o metro quadrado mais valorizado da cidade. É em regiões como essa que, segundo o secretário, o IPTU pode subir. ‘‘Imóveis que têm cemitério ou cadeia na vizinhança podem ser desvalorizados’’, analisou.
Pelos cálculos do secretário, metade dos 170 mil contribuintes de IPTU devem ser beneficiados com a redução do imposto, da forma como está elaborada a nova planta. ‘‘Os valores atuais vêm desde 1990, quando tínhamos uma inflação alta’’, disse Simões. A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores informou que a lei 7.630, que estipula a cobrança de IPTU, foi aprovada no dia 30 de dezembro de 1980, mas não entrou em vigor. De autoria do Executivo, na gestão do ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), a lei, em seu artigo 7º, determina que na gestão administrativa de 2001 os valores podem ser recalculados.
Simões pretende sugerir ao prefeito Scaff um encontro entre o prefeito eleito Nedson Micheleti e Paulo Bernardo, que vai assumir a Secretaria de Fazenda. ‘‘A idéia é dividir esse ônus com todos’’, comentou. A polêmica, na opinião de Simões, deve ficar por conta dos proprietários que tiveram o imposto aumentado. ‘‘Esses, provavelmente vão se esquecer das benfeitorias que causaram a elevação.’’ As taxas agregadas no carnê, como limpeza e iluminação públicas, não serão mais cobradas na nova planta de valores.

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