Londrina está infestada de cupins, diz AMA
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2001
Edna Mendes De Londrina 
A falta de uma ação sistemática de combate ao cupim está favorecendo a proliferação de colônias que estão incomodando moradores de todas as regiões de Londrina. O diretor-operacional da Autarquia Municipal do Meio Ambiente (AMA), João Mendonça, admitiu ontem, que a cidade está infestada de cumpim, mas que, por enquanto, a autarquia não tem recursos para combatê-los.
No Conjunto Luiz de Sá (zona norte) além de casas e móveis, os cumpins estão atacando arvóres. Na Rua Francisco de Assis Ruiz, por exemplo, quase todas as árvores apresentam colônias de cupins. Os moradores reclamam que já cansaram de pedir providências para a AMA, mas que nunca foram atendidos.
Ontem à tarde, dona de casa Lenice Aparecida Teixeira teve que por fogo em alguns móveis de madeira por causa dos cupins. Na reforma de sua casa ela descobriu que os insetos tinham penetrado nos tijolos e danificado a estrutura das paredes. Tive que queimar alguns móveis por causa da infestação dos cupins, ressalta.
Na frente da casa de Laudicéia De Luca dos Santos existe uma árvore seca infestada de cupins. Ela disse que, frequentemente, os insetos migram para sua casa e fica difícil controlá-los. Se eu corto, tenho que pagar multa. Mas quem paga pelo prejuízo que estamos tendo com os cupins?, indaga.
João Mendonça disse que a AMA está fazendo um planejamento para combater os cupins, mas que as medidas de combate só poderão ser colocadas em prática quando o caixa da autarquia estiver sanado. Assim que o nosso parque de máquinas estiver em ordem vamos iniciar os trabalhos de combate, garantiu.
O técnico em agropecuária da AMA, Sidney Antonio Bertho, disse que os cupins existentes em Londrina são da espécie Nasutitems, que vem do solo. Ao contrário do que as pessoas pensam os cupins que temos aqui não são aqueles que atacam madeira seca. Todos os anos nessa mesma época eles ficam mais evidentes porque partem para revoada e constituem novas colônias, explicou. Bertho disse que o ideal não é cortar as árvores e sim fazer um controle com produtos químicos.


