Londrina entrou para o ranking das dez melhores cidades em coleta e tratamento de esgoto no Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, envolvendo 81 cidades com mais de 300 mil habitantes. O levantamento tem base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2009, recém divulgado pelo Ministério das Cidades.

Londrina é o décimo município da lista, que conta ainda com Curitiba na quinta e Maringá na sétima posição. Nas três cidades paranaenses entre as dez melhores o serviço é ofertado pela Sanepar.

Na Capital, o índice de atendimento total de água chega a 99%, enquanto em Maringá e Londrina é de 100%. Já o índice de atendimento total de esgoto é de 87% em Curitiba, 84% em Maringá e 80% em Londrina.

De acordo com dados da pesquisa, como os avanços na oferta dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos foram muito baixos, os principais motivos para as alterações de posição entre as dez cidades melhor posicionadas no novo ranking foram o volume de investimentos, a redução de perdas de água tratada e pequenos aumentos na tarifa média cobrada.

Na comparação de 2009 com 2008, oito das dez primeiras cidades se mantiveram neste grupo que agora conta com Curitiba e Londrina. A Capital paranaense passou da 11ª para a 5ª posição devido à melhoria no índice de tratamento dos esgotos e aumento importante nos investimentos em 2009. Já Londrina avançou em quase todos os itens do ranking.

A pesquisa do instituto também avalia as tarifas cobradas pelo serviço de água e esgoto. Em Londrina, a tarifa média praticada é de R$ 1,89 por metro cúbico, sendo a 55ª mais cara entre as 80 cidades pesquisadas.

No texto da pesquisa, o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, apontou que a distância entre as melhores cidades e as piores está aumentando: "Acompanhamos os esforços das empresas de saneamento e dos gestores municipais, mas os resultados preocupam porque, se seguir neste ritmo, a universalização do saneamento no País como um todo seguirá sendo um sonho distante. É preciso estimular novas formas de gestão, parcerias entre as empresas públicas, municipais e estaduais, aproveitar o conhecimento das parcerias público-privadas em vigor, enfim, temos que usar todas as formas para progredir mais rapidamente".

Estudo
A pesquisa envolveu 81 cidades brasileiras, totalizando 72,7 milhões de habitantes. O consumo médio do brasileiro nestas cidades foi de 150 litros de água por dia. Cerca de 80% da água consumida se transformam em esgoto e, em média, 36% de toda a água produzida foi perdida em vazamentos, falta de medição ou ligações clandestinas. Apenas 57% de todo o esgoto produzido nestas cidades foi coletado por meio de um serviço público. Em média, apenas 39% do volume de água consumida nessas cidades recebeu algum tipo de tratamento. Na soma das cidades, aproximadamente 5 bilhões de litros de esgoto/ dia não receberam nenhum tipo de tratamento e foram depositados na natureza.

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