Londrina espera proposta para encerrar movimento
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segunda-feira, 08 de outubro de 2001
Érika Pelegrino<br> De Londrina 
A expectativa do comando de greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL) é de que hoje o governo estadual acene com alguma proposta positiva para o fim da greve, que já dura 20 dias. Representantes das entidades sindicais do movimento grevista das universidades estaduais de Londrina, Maringá, Cascavel e Campo Mourão têm reunião hoje no Palácio do Iguaçu, em Curitiba.
Segundo o presidente da Associação dos Servidores da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, será ''cobrado com muita veemência'' que o governo estadual divulgue o índice do reajuste que irá vigorar a partir de janeiro de 2002.
''Já foi anunciado que os salários serão reajustados a partir de janeiro, mas não se falou ainda em quanto'', afirmou Nascimento. Segundo ele, o fim ou não da greve depende da divulgação deste índice.
Ontem à tarde, na UEL, após assembléia de avaliação do movimento, as entidades sindicais encaminharam ao reitor Pedro Gordan, uma carta na qual se posicionam pelo desconto linear de possíveis descontos dos dias parados.
A carta, segundo Nascimento, foi escrita a pedido do Conselho Universitário. Na sexta-feira o reitor pediu ao conselho que autorizase o pagamento integral de profissionais em atividades essenciais. O conselho, segundo Nascimento, pediu a posição das entidades sindicais. ''Se tiver algum desconto de dias parados que seja para todas as categorias. Se o desconto for apenas para algumas categorias, tememos que haja divisão no movimento'', justificou Nascimento. O governo efetuou um desconto de 27% nos salários dos grevistas. As entidades sindicais recorreram e a decisão judicial deve sair hoje.


