A Prefeitura de Londrina deve entrar na Justiça para reaver o dinheiro investido na compra da coleção "Vivenciando a Cultura Afro-Brasileira e Indígena", que foi considerada racista por entidades londrinenses.

O processo administrativo, concluído no dia 2 de março deste ano, pediu a quebra de contrato e devolução de R$ 621 mil. No entanto, o secretário de Gestão Pública, Denilson Vieira Novaes, informou que a Editora Ética não se manifestou e que o Município deve acionar a empresa na Justiça.

"Já houve a anulação do processo e pedido para que a empresa se manifeste, recolha o material e devolva os valores que já foram pagos. Como isso, não ocorreu até agora, a prefeitura vai ter que tomar as medidas judiciais para que isso aconteça", disse o secretário em entrevista à radio CBN Londrina.

"A gente já imaginava que a empresa não iria fazer essa devolução tão facilmente. Mas, a prefeitura tem a obrigação tem se mobilizar do ponto de vista judicial para recuperar os recursos que foram gastos", acrescentou. Novaes.

Cerca de 13,5 mil livros foram adquiridos por R$ 621 mil sem parecer técnico, o que levou a Câmara Municipal de Londrina a investigar a compra do material, sem processo de licitação. Na semana passada, o relatório final da CEI da Educação foi aprovado pelo vereadores. Entre os encaminhamentos, existe o pedido de devolução voluntária do recurso utilizado, que deverá ser ressarcido pelo prefeito cassado Barbosa Neto (PDT) e aos ex-secretários Marco Cito, Fábio Góes e Karin Sabec. (Com informações da CBN Londrina)

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