Londrina entra na Marcha de Mulheres
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sexta-feira, 09 de junho de 2000
Telma Elorza De Londrina 
Londrina entra hoje, oficialmente, na Marcha Mundial de Mulheres contra a pobreza e a violência contra as mulheres. O lançamento da mobilização na cidade será às 10 horas, no Coreto do Calçadão (centro de Londrina), com apresentações artísticas, grupos de capoeira e dança e o lançamento do livro Guerreiras, da escritora curitibana Onélia Passaroti. A intenção do comitê local do movimento é conscientizar a comunidade londrinense a se engajar na luta pelos direitos femininos.
A Marcha Mundial foi lançada no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que marcou este ano a luta pela redistribuição de renda através de políticas internacionais eficazes e contra a discriminação da mulher em casa e no trabalho. O movimento reivindica o fim da miséria em que 67% da população mundial vive, defendendo a reforma agrária, investimentos nas áreas de saúde e educação, além de políticas de geração de empregos. A mobilização deve se estender até o dia 17 de outubro, quando uma delegação de mulheres dos países envolvidos entregará abaixo-assinados de apoio às reivindicações para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), além de uma manifestação em frente ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Segundo Dulce Silveira, membro do comitê e diretora do Sindicato dos Bancários de Londrina, a mobilização já atinge cerca de 30 instituições e entidades de classe de Londrina. No Brasil, até final de maio, 254 grupos de 22 Estados já haviam aderido ao movimento. No mundo, até março, mais de 3.500 grupos já participavam. Mas precisamos de mais gente, queremos envolver todos na busca pela justiça social, afirmou.
Dulce informou que o comitê londrinense está preparando uma série de ações para envolver a comunidade, como cursos, palestras e seminários para conscientizar às mulheres sobre seus direitos e despertar a população para a necessidade de cobrar ações concretas das autoridades. O Estado não está assumindo seu papel nas políticas sociais e precisamos mudar isso, afirmou a sindicalista.
Segundo Sônia Pinheiro Pereira, membro do Conselho Municipal em Apoio à Comunidade Negra e também integrante do comitê, apesar de ser um movimento feminino, os homens também podem participar. Queremos justiça social para todos e os homens podem e devem ser nossos parceiros nesta luta, disse.


