A Universidade Estadual de Londrina (UEL) encerrou o quarto dia de vestibular com 11,55% de abstenções, índice considerado excelente pela Comissão Permanente de Seleção (Copese), que esperava uma ausência entre 12% e 15%.
Para 981 candidatos a maratona só termina hoje com a prova de habilidade específica. Ela será classificatória para os pretendentes aos cursos de arquitetura e urbanismo, desenho industrial, estilismo em moda, música e educação artística. Essa etapa será dividida entre o câmpus da UEL e o Colégio Universitário das 8 às 11 horas e das 14 às 17 horas.
Pela segunda vez neste processo seletivo uma resposta do gabarito foi colocada em dúvida. O professor Edmilson Vicente Leite afirma que nenhuma das cinco alternativas da questão 12 da prova de matemática está correta. ‘‘Já refizemos o exercício e temos certeza disso’’, explicou Leite, que dá aulas em quatro cursinhos da cidade. A comissão que elaborou a prova ratificou a alternativa ‘B’ como resposta. ‘‘A discordância em relação ao gabarito sempre acontece. Se for comprovada a invalidade da questão ela é automaticamente anulada para todos’’, disse o professor Bianco Zalmora Garcia, membro da Copese.
Ontem, os candidatos responderam questões de geografia, história e língua estrangeira. Sara Teixeira disse que a prova estava fácil, principalmente a parte de geografia. Para ela, a prova de matemática e física foi a mais difícil. ‘‘Mesmo assim garanti os 25% exigidos para a avaliação’’, comentou a vestibulanda que já se matriculou no Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon). Nelson Sukuda Filho já pensa em qual cursinho vai estudar este ano. ‘‘Até agora, acertei 50% das questões, índice pequeno para quem tenta uma vaga em veterinária’’.
O mais velho dos candidatos é Jorge Fukace, com 69 anos. Ele disputa uma vaga em direito, mas saiu da prova desanimado. ‘‘Não tive tempo suficiente para me preparar’’, argumentou Fukace logo depois de confessar que só foi aprender química, física e biologia nos seis meses de cursinho que fez em Cornélio Procópio.
Apesar do descrédito no resultado, o escrivão aposentado estava bem-humorado. Ele já se matriculou na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), de Presidente Prudente e hoje inicia o vestibular da Universidade Norte do Paraná (Unopar).

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