O eleitor tem hoje um compromisso muito importante com as urnas. Escolher os novos membros do Conselho Tutelar de Londrina, que durante os próximos três anos vão atender os casos de crianças com problemas na cidade. Dos 60 candidatos aprovados previamente, o processo vai eleger 15 conselheiros e 15 suplentes.
  Apesar da votação ser facultativa, a expectativa da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Cristina Coelho, é que um grande número de pessoas compareça às urnas. ‘‘É um compromisso importante porque os conselheiros representam a sociedade e nós temos a oportunidade de escolher nossos representantes‘‘.
  A eleição acontece em 44 locais de votação, das 9 às 17 horas, em colégios e escolas em todas as regiões da cidade, inclusive na área rural. Os eleitores que estiverem em dia com suas obrigações eleitorais poderão procurar a rede pública, como postos de saúde, escolas e supermercados da cidade, onde existem cartazes informando a zona e a seção eleitoral. ‘‘As urnas serão colocadas o mais próximo possível da residência dos eleitores’’, afirma Cristina Coelho.
  Os candidatos podem distribuir propaganda escrita com foto, número e informações biográficas para a comunidade. Só não podem fazer propaganda eleitoral em rádio, televisão, jornal impresso, carro de som e outdoors. Também está proibida a boca de urna e o transporte de eleitores.
  Os conselheiros e os suplentes eleitos, terão mandato de três 3 anos, com dedicação exclusiva, salário de R$ 1.585 e trabalharão em esquema de escala. O Conselho Tutelar presta atendimento 24 horas por dia.
  Desde o último mandato, há três anos, o Conselho Tutelar foi descentralizado e criou postos de atendimento, além da região Central, nas regiões Norte e Sul. Cada um deles é composto por cinco membros.
  Hoje, o Conselho Tutelar de Londrina faz uma média de 3 mil atendimentos por mês, acompanhando, principalmente, casos de crianças com problemas de omissão de pais, vítimas de violência e evasão escolar. Dependendo do problema, o Conselho requisita ajuda dos programas desenvolvidos pelo município, para inclusão dos menores. ‘‘Cada vez que uma criança for ameaçada, o papel do Conselho é agir’’.

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