Londrina é finalista em prêmio de aleitamento
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
As ações de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno podem render a Londrina o Prêmio Nacional Bibi Vogel, promovido pelo Ministério da Saúde. O município é uma das dez cidades brasileiras selecionadas para a etapa final do concurso, cujo objetivo é reconhecer ações inovadoras na área.
Ontem, a consultora Marina Rea, do ministério, esteve em Londrina para conhecer os serviços prestados pela Secretaria Municipal de Saúde e os serviços que integram o Comitê de Aleitamento Materno (Calma). O modelo adotado na cidade inspirou a instituição da rede nacional Amamenta Brasil, que forma tutores entre os profissionais da saúde para que continuem orientando as mães sobre aleitamento materno no período pós-parto, principalmente através das unidades básicas de saúde (UBSs). ''A implantação da Rede Amamenta Brasil no País é o grande desafio do Ministério da Saúde nas questões relacionadas ao aleitamento'', enfatizou Marina.
Ela considerou ''muito boas'' as iniciativas de incentivo à amamentação observadas. Entre os aspectos positivos, ressaltou a licença-maternidade de seis meses concedida às funcionárias municipais, o que permite manter o aleitamento materno exclusivo por seis meses, conforme preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS). ''A amamentação nesse período é fundamental para a boa saúde do bebê. Nenhum outro alimento protege a criança imunologicamente'', destacou. O resultado do concurso deve ser divulgado nos próximos 30 dias.
Marina Rea visitou duas unidades básicas de saúde, o Comitê de Aleitamento Materno, o Banco de Leite do Hospital Universitário, a Maternidade Municipal Lucilla Balalai, o Hospital Evangélico, o Hospital Universitário e o Centro de Lactação do Hospital das Clínicas.
A despeito do prêmio, o trabalho de incentivo feito pelos profissionais da saúde londrinenses já rende bons frutos. Mãe de Luis Felipe, 5 anos, e da recém-nascida Dafne Letícia, a dona de casa Letícia Érica Amaral de Campos, 25, amamentou o primeiro filho por mais de um ano e pretende manter a caçula no peito por ainda mais tempo. ''Só amamentando para saber como é boa a sensação'', conta.
Assim como outras mães que tiveram filhos na Maternidade Municipal, ela assitiu palestras sobre o tema e está consciente sobre a importância do leite materno para os bebês. ''É muito bom que o pessoal da maternidade passe tantas informações.''
A índia kaingang Daniele Vergílio, de 16 anos, ganhou o pequeno Yudi há apenas três dias, mas já está com bastante prática no aleitamento. Ela conta com a assessoria da experiente avó, Otília, que teve dez filhos amamentados prolongadamente. ''Eu desmamava os mais velhos quando estava grávida dos mais novos'', disse ela, que pretende orientar a neta sobre o assunto. ''Meus filhos sempre foram muito saudáveis''.


