Londrina é a 1ª em acidentes com moto
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sábado, 30 de agosto de 1997
Edmara Michetti Londrina 
Dorico da SilvaEmergênciaBombeiros mostram técnicas de primeiros socorros em acidentes: traumas estão em 3º lugar na ocupação de leitosCinquenta por cento dos acidentes de trânsito registrados em Londrina envolvem motocicletas. A principal infração nessas ocorrências é a não-utilização do capacete, que atinge pouco mais de 25% dos casos. Os números fazem parte de uma pesquisa realizada nos últimos dias, como uma das atividades do programa Protegendo a Vida, da Secretaria Estadual de Saúde. O resultado da pesquisa, divulgado ontem durante o encerramento do Programa, revela, segundo a coordenação do trabalho, que Londrina tem o maior índice de acidentes com motos no Estado.
É um absurdo. Temos até colisões de moto com moto, afirma o coordenador do projeto educação para o trânsito, o médico Luiz Carlos Sobania. Entre os motoristas de carros, a principal infração é a falta do cinto de segurança. Outro fator que preocupa o médico é a alta velocidade desenvolvida na zona urbana. Entre os acidentes, 30% foram ocasionados por excesso de velocidade. Será que precisa pesar no bolso para os motoristas se conscientizarem? Vamos precisar colocar multas de R$ 100,00, R$ 200,00?, diz. O terceiro problema mais grave observado na pesquisa é a presença de crianças menores de 10 anos no banco dianteiro. Vinte e dois por cento dos pais ainda transportam seus filhos na frente. Ontem o Corpo de Bombeiros orientou pessoas do Calçadão sobre como prestar primeiros socorros a acidentados.
Dados fornecidos pelo secretário estadual de Saúde, Armando Raggio, que fez o encerramento do Protegendo a Vida, mostram que os traumas, na maioria decorrentes de acidentes, estão em terceiro na lista de ocupação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS). Os traumas só perdem em ocupação hospitalar para a maternidade e doenças mentais. Diante do quadro, Sobania, que também é presidente da Sociedade Paranaense de Traumatologia, defende que a falta de conscientização dos motoristas está diretamente ligada ao problema de superlotação dos hospitais públicos. Se acabarem os casos de traumas, não haverá mais falta de leitos de CTI nem superlotação nos hospitais, acredita.
Durante a etapa londrinense do Protegendo a Vida, cerca de 5 mil pessoas participaram das atividades desenvolvidas nos três dias. Profissionais de saúde de 78 municípios da região participaram de 28 cursos de reciclagem.


