Dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde apontam que Londrina é a 66 cidade do Brasil com incidência de HIV/Aids. Outras cinco cidades paranaenses integram a lista: Paranaguá, em 16º; Curitiba, em 31º; Maringá, em 65º; Ponta Grossa, em 69º; e Foz do Iguaçu, em 75º. O levantamento computa o total de casos em cada 100 mil habitantes por município, de 1980 até o ano passado.
Em números absolutos (total de casos), Curitiba passa para o 5º lugar, Londrina aparece em 38º, Maringá em 83º, Foz do Iguaçu em 87º, Paranaguá em 90º e Ponta Grossa em 91º.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Londrina registra, desde 1984 (ano da primeira incidência) até julho de 2002, 1.157 casos de pacientes contaminados pelo HIV. Destes, 769 (66,5%) são homens e 388 (33,5%), mulheres. Do total de contaminados, 470 (40,60%) foram a óbito, 685 (59,2%) convivem com a doença e 187 (27,3%) são portadores do vírus e não desenvolveram sintomas da Aids.
O secretário municipal de Saúde, Sílvio Luiz Fernandes, reconhece que a posição de Londrina no ranking é preocupante, mas afirma que os órgãos públicos estão empenhados em reverter esses números.
''A secretaria trabalha sobre dois eixos principais: prevenção e assistência. No primeiro caso, mantemos vários projetos de veiculação de informações para adolescentes e nos preocupamos especialmente com o aumento da incidência entre mulheres e usuários de drogas injetáveis'', explicou Fernandes. ''No caso dos usuários de drogas injetáveis, realizamos uma iniciativa semelhante a de outras cidades, chamada 'Redução de Danos', que transmite a necessidade de boas condições de higiene e do não compartilhamento de agulhas, e incluem a distribuição de seringas'', disse o secretário.
No eixo de assistência, a Prefeitura afirma estar atenta à manutenção de condições satisfatórias de atendimento, em serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e de ambulatórios. ''Temos uma comissão municipal que congrega vários órgãos e representações, que indicam a necessidade de reavaliação de políticas públicas para a Aids'', disse Fernandes.

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