O cidadão londrinense que não tem recursos para comprar remédios conta com duas opções na hora da doença. Os poderes públicos estadual e municipal mantêm programas de distribuição gratuita de medicamentos para quem não pode pagar. O caminho para ter acesso ao benefício é o mesmo nas duas esferas a Unidade Básica de Saúde (UBS) , independentemente de quem vai atender o paciente.
O órgão da prefeitura responsável pelo gerenciamento dos medicamentos distribuídos nas UBS é a Centrofarma. Estão disponíveis os produtos contemplados na Relação Nacional de Medicamentos (Rename). A lista inclui cerca de 55 remédios, incluindo antibióticos, anti-hipertensivos, analgésicos e anti-alérgicos, entre outros.
Além da distribuição dos medicamentos da lista, o poder público municipal mantém programas específicos, como o Respira Londrina (para atendimento aos asmáticos), Planejamento Familiar (que distribui anticoncepcionais) e de Hipertensão e Diabetes. O município ainda conta com serviço de apoio social para auxiliar na compra de medicamentos fora da lista. No total, a secretaria municipal distribui cerca de 150 itens diferentes para toda a rede.
A Constituição Federal prevê que todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm direito aos remédios de graça. Mas outro princípio, também previsto na Carta Magna do País, baliza a distribuição. ''O princípio mais importante é o da equidade, que significa dar mais a quem tem mais necessidade'', ressalta a coordenadora de assistência farmacêutica da Centrofarma, Fabiana Daher Valentini Costa.
O financiamento das distribuição de medicamentos de baixo valor é dividido entre as três esferas de poder. Uma portaria do Ministério da Saúde definiu que o município invista R$ 1,00 por habitante ao ano, o Estado, R$ 1,00, e a União, também R$ 1,00. ''Mas a prefeitura investe muito mais do que esse valor para dar conta da demanda'', acrescenta Fabiana.
Para os pacientes que precisam de remédios de alto custo ou estratégicos, a fonte dos medicamentos é a 17 Regional de Saúde. É o caso de quem sofre, entre outros males, de hepatite, câncer e esclerose múltipla. O custo dos medicamentos é dividido entre o Estado e a União.
Qualquer paciente que atenda as exigências do protocolo clínico tem direito aos remédios grátis. A doença tem de ser comprovada através de exames clínicos, relatórios médicos e auditorias. Os medicamentos são comprados e distribuídos pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).
Os moradores das outras 19 cidades que fazem parte da área de abrangência da 17 Regional de Saúde precisam vir a Londrina para fazer a solicitação dos medicamentos.
De acordo com a farmacêutica da Regional, Elizabeth Karolensky, a fila de espera não é tão grande. ''Não acredito que hoje exista uma demanda escondida como havia anos atrás. Hoje, as pessoas estão conhecendo muito mais os seus direitos'', opina. Tanto que nos últimos quatro anos o número de pacientes que recebe medicamentos de graça pela Regional subiu de 1,4 mil para 8 mil.
A farmacêutica explicou ainda que as causas das possíveis faltas de medicamentos são a ausência do produto no mercado e demora na liberação na alfândega, no caso de importados.

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